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20080704

FORUM-HAKSESUK RESPONDE AO SEMANÁRIO SOL

«As mentiras de Timor, do Caderno Tabu Nº 94, edição 28.06.08, autoria Felícia Cabrita»

Nós os timorenses sempre respeitámos todos os meios de comunicação social portuguesa, assim como nós respeitamos o Povo português.

Todos os meios de comunicação social têm um código que se chama Código Deontológico, e têm princípio básico e fundamental, como agência noticiosa que cumpra os princípios da neutralidade ou imparcial.

Timor-Leste já é um país Soberano e Independente, já deixou de ser o território não autónomo desde 20 de Maio de 2002, já não está sob a jurisdição portuguesa e Portugal já não é potência administrativa de Timor-Leste.

Estamos sensibilizados com todo o apoio incondicional e carinho da imprensa portuguesa durante os tempos difíceis como em Setembro e Outubro negros que o nosso povo enfrentou em 1999. Foi sempre uma honra ter esse apoio e orgulhámos por isso. Mas não queremos ser “divididos” pela autoria de alguma imprensa portuguesa, muito menos pelo jornal tão credível como o Semanário SOL.

O Povo de Timor-Leste e a sociedade timorenses já têm os seus próprios meios de comunicação e informação, embora ainda frágeis e inconsistentes no rigor informativo, mas os tem.

Como tal, nós os timorenses condenamos e estamos contra com indignações o jornal Semanário SOL, pela ingerência nos assuntos com caracteres políticos internos que só cabem aos timorenses a tratarem.

O Semanário SOL infringiu o seu princípio de neutralidade por dedicar, quase jornal inteiro em relatar as informações sobre os acontecimentos em Timor nos últimos dois anos, só e apenas com base nas versões de uma parte, de assuntos internos dos timorenses. As informações divulgadas pelo Semanário SOL, apenas contar os efeitos que até mal contada sobre a crise de 2006, sem referir nenhuma das causas. Além de contar mal os efeitos da crise em termos cronológicos, o SOL relatou de forma tendencial todos os acontecimentos desde a crise de 2006 até aos atentados de 11/02 passado, a favor de um sector político – partidário timorense. Por exemplo, o SOL não referiu o erro crasso que o Mari Alkatiri cometeu como PM em ordenar os militares F-FDTL a intervirem nas manifestações. A decisão em ordenar as F-FDTL feito pelo PM na altura implica dois erros graves : em primeiro lugar, violar claramente a Constituição da República Democrática de Timor-Leste, porque em matéria da segurança cabe as forças da segurança a competência. Em segundo lugar, a actuação das FA F-FDTL em Tasi-tolu numa situação que se encontrava normal, sem qualquer sinais de emergência que precisasse de uma intervenção das FA. Mesmo que a dita situação com carácter urgência, e precisasse de intervenção por parte das FA F-FDTL, cabe ao PR anunciar o estado de sítio, depois de ouvir os Conselheiros de Segurança e da Defesa (CSD), Órgão Consultivo Político do PR. Mas o que aconteceu foi, a margem da lei e da Constituição, que o próprio Mari Alkatiri ter feita a escrita preto no branco desde 2001. Em consequência disso surgiu a personagem central desta reportagem, o Comandante da Polícia Militar (PM), o saudoso Major Alfredo Reinado. Porque Alfredo Reinado? Foi Major Alfredo Reinado quem fez acompanhar o Ministro da Defesa e Chefe de Estado-Maior das FA para encontrar com o PM Mari Alkatiri na sua residência oficial em Farol, de onde o Alfredo Reinado tinha ouvido da boca do Alkatiri «ordem para disparar contra manifestantes». Depois de receber as ordens do PM, o Major Reinado perguntou ao Chefe de Estado-Maior, «onde está o mandato por escrito», a resposta do Comandante foi «já não tem tempo para escrever a carta». Não citou o motivo da alegada discriminação no seio das F-FDTL, consequentes descontentes de 1/3 de elementos dos militares que deu origem aos peticionários, sendo principal causa da crise de 2006. O SOL também não disse nada sobre a incompetência do ministro da FRETILIN que tutela a pasta de defesa, o então Ministro Dr. Roque Rodrigues. Também nenhuma palavra a questionar sobre o porque as decisões unilaterais das chefias militares e aceitação do governo da FRETILIN à expulsão dos militares descontentes com consequências eminentes. Tudo isso, são os sinais da parcialidade da parte SOL e em particular a jornalista Felícia Cabrita autoria da investigação e publicação dos acontecimentos em Timor-Leste depois da Independência.

O pior é que o Semanário SOL não só interferir nos assuntos internos, mas a divulgação de notícias falsas e especulações com base nas versões de pessoas anónimas e pessoas constrangidas pelo partido da oposição ao actual governo.

A saída de Mari Alkatiri do PM não foi por causa da conspiração, como o Semanário SOL escreveu, apontando o actual Primeiro-Ministro Xanana Gusmão como mentor da conspiração que causou o derrube de Mari Alkatiri do cargo como PM de Timor-Leste com consequentes atentados ao Presidente Ramos Horta e PM Xanana Gusmão. Não! O governo da FRETILIN foi censurado pelo povo e o Mari Alkatiri foi CORRIDO do poder pelas populações de dez distritos. Isso é que o Semanário SOL lhe faltou a palavra para contar ao povo português sobre a realidade da causa. O que é que o Semanário SOL sabe sobre a história da Luta do Povo de Timor-Leste ? Quando é que nasceu o Semanário SOL? Será um ano, dois, dez ou vinte e quatro anos, igual ao sofrimento do Povo timorense sob opressão, para saber par e passo da verdadeira história? O que é que o Semanário SOL pode contar sobre a Causa e Efeito da Crise Militar, Política e Social de 2006?

Qual é o objectivo do Semanário SOL em publicar essa informação tendencial e sem fundamento? Estamos cientes de que a Senhora Felícia Cabrita é uma jornalista profissional de carreira, mas será basta para decifrar a verdadeira história de Timor-Leste e dos timorenses ? Talvez seja para outras histórias de outros povos, mas também talvez não a seja sobre Timor.

O Povo de Timor-Leste não precise de ser dividido por jornais estrangeiros, quanto mais por um jornal português tão credível como o Semanário SOL, através da censura para uns e amparar para outros de forma insensata?

Nos tempos difíceis durante a ocupação, por necessidades, nós os timorenses esperávamos com o coração nas mãos, aos jornais e outros meios de comunicação social portuguesa que pudesse dar a voz nos momentos em que não tínhamos a voz, imposta pela situação para nos apoiar. Infelizmente, não foi o caso, e só a partir dos anos 90, concretamente depois do massacre de Santa Cruz de 12 de Novembro de 1991, foi então que a imprensa portuguesa se falou sobre a nossa causa. Hoje, na era da Independência, já não bastava com ausência que teve durante a ocupação, existe jornal que queira intrometer nas questões nacionais do outro país e procurar a desunião dos timorenses.

Pensámos que isso não inspira os leitores portugueses nem a opinião pública portuguesa merece dar em ênfase. Porque sabemos que o Povo português na sua maioria e os quadrantes políticos, intelectuais e académicos sabem perfeitamente a verdadeira história, em particular as causas da crise de 2006, e os portugueses conhecem bem quem é o Xanana Gusmão, o seu passado recente e sabem também o que foi feito o Dr. Mari Alkatiri no estrangeiro enquanto Xanana lutava durante 24 anos da guerra em Timor-Leste contra os ocupantes.

A História contada exuberantemente pelo Semanário SOL sobre Rui Lopes como figura que entretinha tais “conspirações” e “golpes” contra o governo de Mari Alkatiri, e de forma adjectiva domina as colunas de redacção deste jornal é simplesmente subjectiva e falsa. Os timorenses nunca ouviram sequer o nome daquele timorense, nenhuma imprensa nacional local como o diário STL, TP ou Semanário e outros meios se noticiou nem as imprensas internacionais credíveis da região como a ABC da Austrália, Kompas e outros jornais da Indonésia que noticiaram as informações da actualidade e frescas desde 2001 até hoje nunca se referiram o nome do Rui Lopes. Como é que possível a jornalista Felícia Cabrita possa inventar uma história desta, até parecem os cérebros dos timorenses estão anémicas e disfunções intelectos que esqueceram facilmente as suas próprias histórias de vida e dos seus mortos ? Esta história contada pelo SOL é muito tendenciosa e não tem qualquer fundamento, ou seja, a jornalista profissional do SOL se contou uma versão partidária que todos os timorenses conhecem desde que o partido “histórico” FRETILIN tomou o poder desde 2001.

E esta história é completamente falsa, sem qualquer rigor informativo nem fundamento dos factos. Porque o Rui Lopes não era nem é líder das populações dos 10 distritos que invadiram a capital Díli em Maio e Junho de 2006.

A verdadeira história que nós os timorenses sabemos e sentimos nos nossos corpos e almas sobre o porque a rivalidade política entre os líderes destacados como Xanana Gusmão e Mari Alkatiri tornam-se como a inimizade, é esta, a ambição pessoal de poder do Secretário Geral da FRETILIN, a arrogância e prepotência do Mari Alkatiri depois de chegar ao poder como PM ilegalmente em 2001 e a tentativa deste em suprimir as práticas e tradições seculares do povo timorense da religião Católica em Timor-Leste. Estes três factos são os factores determinantes e decisivos que ditaram os seus vocábulos à uma censura do Povo ao I Governo Constitucional liderado pelo Sr. Mari Alkatiri e o derrube deste com efeitos na bipolarização de forças rivais em Timor-Leste, entre Xanana Gusmão apoiado pela esmagadora maioria da população, os quadrantes políticos e académicos e intelectuais por um lado e por outro Mari Alkatiri apoiado pelos militantes e simpatizantes do partido FRETILIN.

A controvérsia de pontos de vista torna-se em antagonismo político, a diferença de ideias fundiu-se em conflito verbal ou física entre os apoiantes dos dois lados, lançaram acusações, intrigas, ameaças e insultos por um lado e por outro banalizam os interesses nacionais por causa da ambição pelo poder. A agonia do Mari Alkatiri tornou-se em fervura depois de este fora derrubado do poder pelas populações dos 10 distritos, perante um Chefe de Estado de mãos atadas e refém do sistema da Nação que a FRETILIN impunha. E as falsas acusações de Mari ao PR Xanana Gusmão na altura não tardaram.

A teoria do Golpe de Estado e de Conspirações não são hoje conhecidas por nós os timorenses. E as teorias ou conceitos das duas terminologias : Golpe de Estado e Conspirações são os conceitos do Sr. Mari Alkatiri e outros dirigentes da FRETILIN, são eles os “progenitores” das teorias. O alvo escolhido pelo ex-PM não foi Xanana como único responsável pela sua demissão do cargo, mas foram tudo e todos até a sua própria sombra desconfiava. Desde logo as acusações foram para os países estrangeiros, a América, a Austrália, aos ex-milícias pró integracionistas, ao Xanana, ao La Sama, a hierarquia Igreja Católica, aos partidos na oposição de então etc. As acusações foram disparadas para todas as direcções mas nenhum alvo foi atingido.

Hoje em pleno de 2008, o Semanário SOL fez a reanimação dos conceitos inúteis nos lixos para reavivar a vergonhosa história inventada por alguém que esteve instável no seu estado de espírito depois de perder o poder?

Para justificar a nossa posição e os nossos argumentos adversos dos resultados de investigação da Jornalista do Semanário SOL, a Senhora Felícia Cabrita, apresentamos as nossas versões, que pretendemos esclarecer aos leitores sobre as verdadeiras histórias da crise de 2006.

Passamos a citar os erros cometidos que constam no relatório da investigação do SOL com as respostas nossas de cada caso, resumidamente como seguintes :
OS ERROS DA JORNALISTA FELíCIA CABRITA
PRIMEIRO ERRO: a visita do José Luís Arnaut no dia 20-05-2002

(…) “20 de Maio de 2002, José Luís Arnaut, Ministro da Presidência do executivo português, então liderado por Durão Barroso, visita oficialmente Timor: Portugal quer marcar presença no primeiro aniversário da independência e estreitar os interesses estratégicos com a antiga colónia. Está reunida com Alkatiri quando o som ensurdecedor invade as ruas de dili (p.44 e 45)”.

RESPOSTA

1. Dia 20 de Maio de 2002, foi dia da restauração da independência de Timor-Leste. É também considerado como um dia histórico porque, em primeiro lugar a história onde Timor-Leste, reconhecido a sua soberania como país independente. Em segundo, considerado um dia histórico porque, a transferência de poder da administração das Nações Unidas (UNTAET) para as autoridades timorenses.

2. Dia 21 de Maio de 2002, um dia depois da restauração da independência, o Presidente da República de Timor-Leste Xanana Gusmão, nomeou o 1º Governo Constitucional e empossou o Mari Alkatiri como PM de Timor-Leste Independente.

3. Estiveram na cerimonia os lideres mundiais, como o Secretario Geral da ONU, Koffi Anan, a Presidente da República Indonésia, Senhora Megawati Soekarno Putri, Presidente da República de Portugal, Dr. Jorge Sampaio, o PM da Austrália, John Howard, PM de Portugal, Dr. Durão Barroso, o Presidente de Moçambique, Joaquim Cissano, entre outros.

4. Significa que, no dia 20 de Maio de 2002, Timor-Leste ainda não tinha o seu próprio governo e Mari Alkatiri nem sequer tomou posse como PM de Timor-Leste.

SEGUNDO ERRO: a FRETILIN e FDTL

(…) “A FRETILIN, que tinha começado a organizar as Forças de Defesa de Timor-Leste (FDTL), obediente as purgas estalinistas, arrasa os opositores. Nas paginas da história fica o lacre de sangue de milhares de timorenses (p.45)”.

RESPOSTA

A sigla FDTL (Força de Defesa de Timor-Leste), foi redigida e constatada na Constituição RDTL no seu artigo 146º (Forças Armadas), “« as Forças Armadas de Timor-Leste, FALINTIL-FDTL,…»”, aprovada e decretada pela Assembleia Constituinte, na sessão plenária de 22 de Março de 2002. Significa que, só a partir desta data que existe a designação FDTL.

A FRETILIN como movimento para a libertação de Timor-Leste, nunca existiu nos seus princípios ou orientações políticas - ideológicas com os objectivos do extermínios e eliminação dos seus adversários políticos. Porém, os actos isolados da FRETILIN durante os primeiros anos da existência, a histórica marcada pela brutalidade contra os membros de partidos rivais, até surgiu a guerra civil entre os timorenses ou guerra contra a ocupação indonésia, timorenses contra timorenses, mas não foram os actos da instituição FALINTIL e suas lideranças, nem sob ordens da liderança de qualquer movimento, são actos isolados e considerados como efeitos colaterais do conflito.

TERCEIRO ERRO: Rui Lopes e Palácio das Cinzas

(…) Rui encabeça a multidão que invade o palácio das cinzas, sede do governo (p.45)”.

RESPOSTA

O Palácio das Cinzas, nunca foi nem é o Palácio do Governo, mas sim o Palácio Presidencial. O Palácio do Governo foi e ainda é, a antiga instalação residencial do Governador de Timor Português, fica próximo do mar, enquanto o Palácio das Cinzas, cuja a sua história é recente e está ligado a ocupação e destruição com as marcas deixadas pela forças da ocupação. O nome em si explica tudo, porque foi erguido nos meios dos escombros e cinzas, os rastos das milícias e forças de ocupação feitos depois da divulgação do resultado de referendo em Setembro de 1999. O antigo Presidente da República, escolheu o espaço e o baptizou com nome «Palácio das Cinzas». O sentido da frase não representa o materialismo estético «edifício físico» mas sim, do ponto de vista valorativa simbólica do trabalho árduo que irão ser encarados pelos timorenses para reconstruir e edificar o novo estado do mundo a partir das cinzas.

QUARTO ERRO: Rui Lopes foi protagonista das manifestações por parte da hierarquia da Igreja Católica

(…) ”Durante 19 dias, uma manifestação dirigida pelo topo do clero provoca distúrbios e faz parar o país (p.46)”.

(idem) ”Assegurei ao João que, se Alkatiri voltasse atrás eu travava a manifestação. Ele prometeu e cumpriu, mostrou ser um homem de palavra. Hoje estou arrependido de ter entrado na revolução que levou à sua demissão”.

RESPOSTA

A história de quem eram os protagonistas, só não os conhece quem não acompanhou as informações ou os estrangeiros. Todos os timorenses, na sua maioria conhecem bem os mentores da manifestação durante os 19 dias. Foram alguns padres timorenses com o apoio das duas dioceses, de Dili e Baucau, anunciava previamente através de uma nota pastoral, distribuídas durante o período de Páscoa, se advertia ao governo do antigo PM Mari Alkatiri, para recuar da sua posição de levar a cabo o «ensino da religião e moral obrigatório à facultativo nas escolas públicas». Assim foi, o governo da FRETILIN imóvel nas suas posições e, em resposta, a hierarquia da Igreja Católica fez a mobilização dos fieis timorenses mais de 90% a religião Católica a reivindicarem os seus direitos, através do exercício dos seus direitos consagrados na Constituição RDTL, o direito de manifestação como outra forma de exprimir as suas opiniões. Seria ridículo o recuo por parte da hierarquia da Igreja ao fim de 19 dias, por intermédio do Rui Lopes. E as questões pairam no ar sem uma palavra de resposta é sobre a autoridade moral e política do Rui Lopes para travar uma manifestação organizada pelas duas Dioceses Dili e Baucau ? Quem era o Rui Lopes naquele período face a situação conturbada e mau relacionamento entre Governo e Igreja?

O fim da manifestação foi alcançado através de «um acordo» assinado por ambas as partes, a sequência lógica desse acordo quer pôr termo a manifestação. Onde o termo do acordo significava um jogo de soma positiva, na qual, as duas partes ganharam porque cederam as suas posições num processo negocial, não e nunca foi por mérito de Rui Lopes.

Os problemas abordados pelo SOL com os resultados do trabalho da jornalista Felícia Cabrita, seguiu apenas as pistas da FRETILIN. Porque é que o SOL não questionou a questão da desobediência do antigo comandante da Policia Nacional (PNTL) Paulo Martins às ordens do ministro da tutela para disparar contra os manifestantes ? E de facto, por bem, a desobediência da chefia policial evitou os piores contornos indesejáveis. Porque é que Mari Alkatiri cancelou a sua visita á indonésia para participar na cimeira dos países membros de Organização de não Alinhados, realizada na cidade de Bandung, Indonésia? Tudo isso, a dita jornalista que investigou e não o abordou na sua reportagem.

QUINTO ERRO: Salsinha e os peticionários

(…) ”Em Abril, Salsinha envia uma petição com as reivindicações daqueles recrutas ao Presidente, supremo comandante das forças armadas. No dia seguinte, centenas de peticionários alinham em parada para Xanana, que promete resolver a questão e os manda regressar ao quartel (p.46)”.

(idem) ”Taur Matan Ruak, comandante do exército e proclama-os desertores”.

RESPOSTA

As cronologias do movimento dos militares denominado peticionários, começaram nos finais de Janeiro e início de Fevereiro de 2006, os peticionários já não eram recrutas, muitos deles eram guerrilheiros da Libertação da Pátria Timor-Leste. Eles não eram nem são os novatos que passaram por fileiras da recruta a prova da lealdade e ser cumpridor das ordens superiores. Eles eram uns dos pilares da resistência e são os orgulhos de Timor-Leste Independente que entregaram os seus corpos e almas para defender o seu Povo e sua Pátria. Os termos recrutas não são próprios para designar os militares peticionários. Eles entregaram as suas reivindicações através de uma petição em nome dos 590 militares, cerca de (1/3 das forças armadas) e entregaram-na ao Presidente da República como comandante supremo das forças armadas. Na sequência da lei e no respeito pela Constituição RDTL, o PR remeteu ao governo para procurar solução através de Ministro da Defesa. Porque, por lei o Presidente não tem poder de decisão, a não ser que, remeter ao executivo para procurar solução do problema. Infelizmente, o Ministro da Defesa Dr. Roque Rodrigues foi incapaz de dar uma saída no exercício das suas competências, este remeteu-se às chefias militares para que o problema dos militares descontentes resolvesse pela hierarquia desse órgão. E foi, a decisão não tardou e o governo incompetente aceitou incondicionalmente para expulsar os peticionários, classificando-os como desertores. O Chefe de Estado-Maior das FA, Brigadeiro Taur Matan Ruak foi ao Parlamento Nacional (PN), para anunciar a expulsão dos 590 soldados, que vigora a partir do dia 01 de Março de 2006, de que os peticionários passaram todos para a vida civil (in STL e Timor Post, 17/03/2006). O PM Mari Alkatiri, mostrou o seu agrado e apoiou a decisão da hierarquia das FA.E anunciou as substituições, que passarão por recrutamento dos novos elementos das FA (in Timor Post, 20/03/2006). Mais uma vez se mostrou claramente falta de respeito ao PR, aproveitava a ausência do PR e Comandante Supremo das FA, em visita a Portugal em tomar as decisões unilaterais.

Mais uma vez, Felícia Cabrita cometeu erro, porque não questionou Mari Alkatiri, o porque apoiar a decisão da Chefias das FA, enquanto como Comandante Supremo das FA, o PR tem palavra para a decisão final, ou no mínimo era consultar o PR antes de tomada de decisão. Parece foi um jogo de «atirar pedra e esconder a mão», talvez a intenção do governo foi nesse sentido, a ausência do PR foi uma boa oportunidade para realizar as decisões difíceis sem obstáculos. Parece nem tinham noção das consequências derivadas a decisão, porque o problema não centra numa análise simplista com base do argumento de Taur Matan Ruak, enquanto o que estava em causa era a estabilidade e segurança nacional, pelo facto de os militares peticionários representam um terço do exército. Foi um grande erro e infantilidade por parte dos detentores do poder de decisão, talvez só em Timor-Leste acontece uma cena em que uma expulsão em massa mais de meio milhar de militares sem justa causa.

Em comunicado a nação sobre a decisão, o PR considerou a opção tomada pelo governo e Comandante Geral da FA Taur Matan Ruak, foi «uma decisão injusta e errada (in Lusa, 23/03/2006 e Timor Post e STL, 24/03/2006).

Do lado dos peticionários, espera que governo resolvesse os seus problemas, se não encontrar a solução, ameaçou com uma grande manifestação a seguir a celebração da Páscoa. A manifestação durante cinco dias (24 a 28 de Abril de 2006), no último dia, governo de Mari Alkatiri, não respondeu as exigências dos manifestantes nem o diálogo pedido pelos peticionários com o governo aconteceu, e causaram a fúria e distúrbios do manifestantes que já não só os peticionários.

A decisão em ordenar as F-FDTL feito pelo PM na altura implica dois erros graves : em primeiro lugar, violou claramente a Constituição da República Democrática de Timor-Leste, porque em matéria de segurança cabe as forças da segurança a competência. Em segundo lugar, a actuação das FA F-FDTL em Tasi-tolu numa situação em que se encontrava normal, sem qualquer sinais de emergência que precisasse de uma intervenção das FA. Mesmo que a dita situação com carácter urgência, e precisasse de intervenção por parte das FA F-FDTL, se a situação justificasse para tal, cabe ao PR anunciar o estado de sítio, depois de ouvir os Conselheiros de Segurança e da Defesa (CSD), Órgão Consultivo Político do PR. Mas o que aconteceu foi, a margem da lei e da Constituição na qual o próprio Mari Alkatiri redigiu, ordenar as F-FDTL para disparar contra os manifestantes.

Em consequência disso surgiu a personagem central desta reportagem, o Comandante da Polícia Militar (PM), o saudoso Major Alfredo Reinado. Porque Alfredo Reinado ? Foi Major Alfredo Reinado quem fez companhia ao Ministro da Defesa e Chefe de Estado-Maior das FA para encontrar com o PM Mari Alkatiri na sua residência oficial em Farol, de onde o Alfredo Reinado tinha ouvido da boca do Mari Alkatiri «ordem para disparar contra os manifestantes». Depois de receber as ordens do PM, o Major Reinado perguntou ao Chefe de Estado-Maior, «onde está o mandato por escrito», a resposta do Comandante foi «já não tem tempo para escrever a carta».


SEXTO ERRO: Alfredo Reinado e a resistência:

(…) “Um dia, a resistência precisa de passar uns documentos para Darwin e é Alfredo Reinado quem, novamente ao comando de um barco, leva a mercadorias (p.46)”.

RESPOSTA

O grupo de Alfredo Reinado, fugiu para Austrália em meados de 1996. Se a Senhora Felícia Cabrita perguntasse os que fugiram com Alfredo para Darwim, talvez cada um contaria a sua versão da história. Mas isso é menos importante. O mais importante é o que está em causa e o motivo que a Felícia descreveu na sua reportagem, qualquer coisa, como «ordem da resistência para transportar os documentos para Darwin». Sabemos no entanto que, o ano de 1996, em que o grupo de refugiados encabeçado por Alfredo Reinado partiram de barco da praia de onde partiram, se não nos enganados na memória, sobre as facilidades de intercâmbio das informações entre a resistência e o mundo exterior, já estava neste século (XX). Porque, de facto, a partir do fins dos anos ´80 e inicio dos anos ´90 (Século XX), os métodos da comunicação como meio da interface já se utilizava meios mais eficazes que podem garantir a segurança, como através de faxmile, ou métodos «hand to hand» já estava em moda através das organizações de jovens estudantis clandestinas, nomeadamente a RENETIL (Resistência Nacional dos Estudantes de Timor-Leste), cujos os seus militantes espalhados por todas as universidades nas cidades da Indonésia, esteve como interlocutor e intermédio entre o mundo exterior e a resistência. Exemplo concreto, foi os métodos utilizados por Xanana Gusmão a partir da prisão em Cipinang, Jacarta-Indonésia, desde a sua detenção, dirigir as três frentes de combate aos ocupantes, que costumamos chamar como Frente Armada, Frente Clandestina e Frente Diplomática. Entre os quais, dirigiu as FA no terreno para pacificar face as acções provocantes pelos inimigos, gerir as ordens e disciplina nas estruturas da resistência, dirigir as instruções ao seu representante pessoal e da resistência o actual PR Ramos Horta no exterior, coordenar, dirigir e organizar a operação «trepe», com a RENETIL como a testa da operação triunfante que estragou a festa dos países economicamente potenciais, onde a capital Jacarta como anfitriã da cimeira APEC, em Novembro de 1994. Como não seria uma loucura, a resistência mandar os documentos secretos da luta para o exterior através dos refugiados embarcados num barco de pesca tradicional ?


SÉTIMO ERRO: Railos e milicias pro-fretilin

(…) ”no dia seguinte à operação de Reinado, a que mais baixas faz no exército timorense, entra em acção Railos. Esse, com um grupo da policia nacional-comandado por Paulo Martins, velho amigo de Xanana - ataca de novo elementos do exércitos (p.47)”.

RESPOSTA

Quem era o Rai-Los? O Rai-Los era um antigo combatente da libertação, um antigo guerrilheiro, um homem mais próximo do antigo Ministro do Interior, Rogério Tiago Lobato, e foi de Rogério que o Rai-Los recebeu as ordens para criar o famoso grupo de milícias da FRETILIN a «EMA - Esquadrão da Morte de Alkatiri (ver FH, Junho, 2006)». De onde vieram as ordens e para que? O grupo civil armado liderado por Rai-Los, recebeu ordens para liquidar os líderes da oposição e os militares desertores. O grupo miliciano foi equipado com os equipamentos da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL). O Mari Alkatiri era cúmplice, segundo depoimento de Rai-Los no tribunal de Dili em que este reconheceu que: ”teve encontro com Mari Alkatiri na sua residência com a presença do antigo Ministro Interior, no dia 8 de Maio de 2006», na qual foi o teor da conversa entre os três «Mari Alkatiri-Railos e Rogério Tiago Lobato» (Lusa, Abril 2007)”.

OITAVO ERRO: Alkatiri Ministro dos Negócios Estrangeiros de TL desde 1975

(…) ”Em 1998, Alkatiri, Ministro dos Negócios estrangeiro no exlio desde 1975, que gere o dossiê do petróleo, receba um telefonema da prisão de ´Salemba (p.48)”.

RESPOSTA

Mari Alkatiri nunca foi como Ministro dos Negócios Estrangeiros desde 1975. Antes da invasão, o CCF (Comité Central da FRETILIN) nomeou uma equipa em serviço da diplomacia no estrangeiro, entre os quais, José Ramos Horta, Mari Alkatiri, Rogério Tiago Lobato, Roque Rodrigues, e José Luís Guterres, entre outros.

NONO ERRO: Mário Carrascalão e UDT

(…) ”Mário Carrascalão, líder da UDT (p.48)”.

RESPOSTA

O Mário Viegas Carrascalão era um dos fundadores da UDT, mas nunca chegou a ser líder no partido UDT. Depois da independência, Mário criou o partido PSD, do qual ele é o presidente.

CRISE MILITAR, POLÍTICA E SOCIAL ENTRE CAUSA E EFEITO

CAUSAS

-Hegemonia da FRETILIN
-Partidarização de Órgãos do Estado
-Política de Perseguição e Marginalização
-Prática KKN (Corrupção, Conluio e Nepotismo)
-Democracia ditada pela Hegemonia
-Constituição e Leis apenas Cortinas

EFEITOS

- Crise militar, política e social
- Esquadrão da morte e milícias
- Aparecimentos dos grupos peticionários
- Populações deslocadas
- Demissão do Mari Alkatiri
- As derrotas eleitorais da FRETILIN
- As mudanças de poder na política nacional
- Caso Major Alfredo Reinado Alves
- Atentado 11 de Fevereiro de 2008

ATENTADO 11 DE FEVEREIRO

A investigação reflecte a uma investigação tendenciosa e parcial, por um lado, defendendo a tese do atentado seguindo à letra da versão do Mari Alkatiri/FRETILIN e por outro lado, a investigação ingeriu nos assuntos internos de Timor-Leste, como o caso das escutas telefónicas e intercepção de mensagens, são assuntos exclusivamente do Ministério Público e cabe apenas a este a sua divulgação. Porque são as competências do MP timorense. O trabalho da jornalista Felícia Cabrita, também justifica uma parte da tese de um observador Norte-americano, A.B.Smith sobre o atentado 11/02. Segundo este especialista americano em sistema de informação, que escreveu um artigo sobre o atentado 11/02, onde o autor tentou estabelecer o jogo de interesses externos no atentado. Passa a citar o seguinte:

“«Quer os Estados Unidos da América ou quer a Austrália, potências com interesses estratégicos no ‘corredor marítimo de Timor’ e na região, não beneficiariam em nada com as mortes de ambos Ramos Horta (RH) e Xanana Gusmão (RH). Os EUA como também a Austrália viram e viriam com bons olhos o RH e XG no poder, do que a FRETILIN ou os irmãos Carrascalão.. Para mesmo observador, o interesse de Portugal e CPLP em Timor-Leste depositar a confiança em dupla Mari Alkatiri/Mário Carrascalão, passa a citação: ”A não ser Portugal, um pequeno País da União Europeia, que tem interesses em Timor-Leste, gosta(ria) de ver um Ramos Horta debilitado e XG ‘out of politics’, o último por estar casado com uma australiana. Porque a Austrália permanece como uma ameaça real aos interesses estratégicos de Portugal em Timor-Leste. Para Portugal, com um Mari e a FRETILIN de regresso ao, ou os Carrascalões no, poder, seria um alivio, pois os portugueses poderiam jogar as cartas por trás destes ‘velhas guardas, (FH, 03/03/2008)»”.

Para Vicente Maubocy, analista político timorense, num artigo publicado no diário «Suara Timor Lorosae (STL), na sua edição (29/02) revelou que, o conhecimento de alguns delegados da CPLP sobre o atentado antes do 11/02, passa a citar: “Alguns delegados da CPLP que se encontravam reunidos em Dili, Timor-Leste, no âmbito da reunião dos ministérios de Tabalho e de Solidariedade Social, tinham conhecimento sobre o atentado no dia 11/02, a revelação veio num artigo da opinião publicada pelo diário «Suara Timor Lorosae (STL)» na sua edição sexta feira (29/02)”.Argumentou ainda Maubocy,” “«a delegação Moçambicana na reunião da CPLP, já tinha conhecimento sobre o que vai suceder na manhã de 11/02, já preparava para regressar na segunda feira (11/02)»”. (idem) referiu ainda, o Vice-Ministro de Angola recebeu um telefonema de um dirigente da FRETILIN para confirmar, se o PM já estava no salão Nobre da Conferência antes das 08:00 (11/02). Acrescentou ainda no artigo, ”próprio um dirigente da FRETILIN cancelou a participação das suas familiares que iriam participar na dança folclórica timorense em recepção aos convidados, porque já souberam antes o que iria acontecer no dia 11/02, justificou o autor”.


CALAR É MELHOR QUE MAL FALAR
A propósito do aparecimento do artigo “as mentiras de Timor” no caderno tabu n.º 94 do Jornal Semanário SOL pág. 44 edição 28 de Junho de 2008, em que, acusou claramente o antigo Presidente da República e Primeiro Ministro do IV Governo Constitucional da República Democrática de Timor Leste Kay Rala Xanana Gusmão como autor principal da crise político militar de 2006 e o atentado falhado que causou ferimentos graves ao Presidente da República e a morte imediata do ex-Major Alfredo Reinado no dia 11 de Fevereiro de 2008. No mesmo artigo enquadrou-se também os conceitos como: crises, golpes, conspiração e inimizades todos em letras gordas.

Tirando estes conceitos aparecem outros elementos “parciais”; testemunhos dos principais intervenientes, registos telefónicos e fotos (algumas médico-legais, analisadas por peritos portugueses) na expressão da Jornalista Felícia Cabrita para blindar a sua versão sobre as crises que Timor vive nos últimos anos ao lado do Marí Alkatiri. Algumas partes anterior à este já foram ventiladas amplamente nos jornais, revistas, televisões e blogs.

Forum haksesuk lamenta o relato da jornalista Féclicia Cabrita em que baseava apenas nos elementos legalmente desconhecidos e o uso indevido da linguagem feróz de alguns dirigentes da Fretilin como golpe de estado, conspiração, assalto ao poder para descrever crises e acusar os outros sem fundamentos que Fórum Haksesuk conssidera tendenciosa, parcial e traduz interferência nos assuntos internos de um país soberano. Como timorenses que somos não deixamos o povo irmão português e os falantes portugueses cair nesta tentativa de mudar a história com teorias de conspiração.

Trata-se de uma interferência porque utilizava nomes anónimos “peritos portugueses” e analistas que nem se quer assinam a sua obra e parecem ter mais acesso às informações da exclusiva competência de Procuradoria Geral da República e outras organizaçôes internacionais que o Estado Timorense convidou para investigar os problemas que alguns pensam antecipar para mudar a opinião pública e em particular enganar o povo português com informações erradas.

Em 2003 foi criada a Comissão Verdade Reconciliação e Amizade (CVRA) para apurar verdades sobre o “Setembro negro´99”; em 2006 foi criada a Comissão Notável para investigar o caso dos peticionários e uma Comissão Internacional Independente (CII) para analisar a crise política e militar de 2006. Actualmente, FBI foi o principal convidado do Estado Timorense para cobrir o atentado contra o Presidente da República e o Primeiro-Ministro de Timor-Leste.

TEORIA DO APANHADO E CONSPIRAÇÃO

A conspiração é o contrário de uma teoria empírica/ciêntífica. A conspiração foi a linguagem políticamente correcta da Fretilin para se desviar das obras feitas antes, durante e depois do reinado de Marí Alkatiri. É preciso inventar uma nova teoria que achamos adequada “Teoria do Apanhado” para explicar as causas de um acontecimento real que os jornalistas demonstram pouco interesse. O ex-ministro interior foi condenado à 7 anos e 6 meses de prisão. Nesta lógica, se a EMA – Esquadrão de Morte de Alkatiri é uma realidade e a distribuição de armas aos civís foi um facto, logo não se deve considerar foi uma conspiração (acto de outro alguém).
O MISTÉRIO DOS REGISTOS TELEFÓNICOS

A Timor Telecom a empresa gestora dos meios de comunicação em Timor Leste negou quando foi questionado sobre as conversas telefónicas, dizendo que não sabia de nada e nunca forneceu dados a ninguém. Logo, aparecem dúvidas sobre o mistério da existência de conversas telefónicas como um elemento principal neste artigo.


GOLPE DE ESTADO OU ASSALTO AO PODER
O principal alvo neste cenário era e ainda é Xanana Gusmão. Um golpe de estado tem a ver com a tomada ilegal de poder; o derrube de um líder de maneira inconstitucional; fazer mudança forçada de liderança para assaltar o poder. Num golpe de estado não existe mobilização de massa. Habitualmente, o povo é apanhado de surpresa e a violência não é um traço essencial de um golpe. Em 2006, estes conceitos tornaram-se moda em Timor Leste mas uma coisa é certa. Xanana Gusmão nunca utilizou manifestação ou violência para assaltar poder a ninguém. Xanana Gusmão foi eleito Presidente da República através de eleições livres e democráticas, em 2002. Devido à invisibilidade da liderança a nível nacional, Xanana Gusmão aceitou mais uma vez o desafio de concorrer às eleições legislativas de 2007 e ficou em 2º lugar e conseguiu formar uma plata-forma pós-eleitoral, uma condição vital que garanta a estabilidade governativa e institucional de acordo com a Constituição da República. Logo, a tese de golpe de estado ou assalto ao poder nunca existiu no percurso político de Xanana Gusmão.
TEORIA DE CAUSA E EFEITO
Em quatro anos, a liderança da Fretilin não reconheceu a frente clandestina, desprezou os ex - combatentes das FALINTIL (efeito directo) provocou o descontentamento generalizado junto da população. Fretilin dividida em facções e a perda da maioria absoluta nas duas eleições em 2007. A autorização para a entrada das F-FDTL na cidade sem conhecimento do Comandante supremo, neste caso o Presidente da República Kay Rala Xanana Gusmão. (efeito directo) provocou morte de cinco civís desarmado em taci-tolu no dia 28 de Abril. Outro efeito directo foi a saída do Major Alfredo Reinado para questionar a constitucionalidade da presença militar na cidade. Outro efeito directo oito polícias mortos pelas F-FDTL no dia 24 de Maio de 2006. Outro efeito directo o aparecimento do MUNJ – Movimento de Unidade Nacional para a Justiça que mais tarde promoveu manifestações de escala nacional pedindo a demissão do Primeiro -Ministro por ter demonstrado a incapacidade no controlo da situação.

A RELIGIÃO E O ESTADO LAICO

Em 2005, Igreja promoveu uma manifestação de 19 dias na capital para pedir uma clarificação da lei que regula a não obrigatoriedade do ensino de religião nas escolas públicas. A Igreja desconfiava que na maioria dos casos houve uma tentativa de proibição total da religião. Este facto é uma ameaça para a teoria da conspiração de Mari Alkatiri com o apoio da jornalista senhora Felícia Cabrita.


AS MISSIVAS DE XANANA GUSMÃO
Depois da exoneração de dois ministros do Interior Rogério Lobato e da Defesa Roque Rodrigues por terem sido suspeitos de distribuição de armas a civis e a incapacidade da gestão dos problemas internos das F-FDTL, o Presidente da República Kay Rala Xanana Gusmão chamou a si as responsabilidades de defesa e segurança no país (cit in público, 30/05/2006). Pela primeira vez Xanana fez tudo por escrito que o governo de Alkatiri optou não fazer por falta de tempo como se costuma dizer. Xanana utilizou a media local para expressar o seu pensamento sobre as coisas, inclusive escrever cartas e assinado por Ele e o comandante da polícia como forma de atrair os grupos armados Rai-los em Liquiça e Lima-Lima em Ermera para entregarem as suas armas (claro que nunca o fez lava as mãos e passa do conspirador ao conspirado). Um facto destacado com muito interesse nesta reportagem. Os perigos foram instaladas e Xanana como chefe de estado que era não deve deitar lenha na fogueira, mas sim, água na fervura. A carta era meio um diálogo. Era uma forma de convencer as milícias para deporem as armas. O engraçado é que o governo não recorreu à estes meios, sabendo que na ausência dos factos possa validar a teoria da conspiração. Assim, Xanana que está habituado a escrever passa a ser o principal autor da crise porque têm provas mesmo que ele tentou resolver os problemas, falou com os peticionários, Major Alfredo Reinado que deixou o comando da Policia Militar para questionar a legalidade da entrada das F-FDTL na cidade sem ordem escrita e nem se quer o Presidente da República teve conhecimento disso. Mari Alkatiri respondeu à esta acusação que tentou ligar ao Presidente mas a Timor Telecom não estava em serviço. Antes não tinha tempo para escrever cartas, agora o Timor Telecom é o principal culpado da (des)comunicação entre governo e a presidência da República. Não há desculpas para estas coisas porque a distância entre o Palácio do Governo e o Palácio das Cinzas não leva 24h de viagem como de Lospalos à Kupang.

ARTES MARCIAIS E O PARTIDO DEMOCRÁTICO (PD)
Esta parte também constitui elemento novo nesta reportagem.

Numa entrevista ao Publico (31.05.05) Mari Alkatiri discordou de Xanana Gusmão, de que, com a afiliação de artes marciais KORKA ao partido no poder torna-se mau precedente para o país como pode ver nesta citação: pergunta do Adelino Gomes – “Xanana Gusmão considerou esta adesão "um mau precedente", pois "pode conduzir à criação de milícias partidárias"

Respondeu Marí Alkatiri -
Já disse ao Presidente e posso dizê-lo agora publicamente; discordo dessa opinião. Costumo concordar com muitas opiniões dele, mas desta discordo. Ele próprio está preocupado em enquadrar esses grupos, para os tirar da violência. A Fretilin o que está a fazer é precisamente isso.
Nas eleições de 2007, o ministro de trabalho e solidariedade social Arsénio Paixão Bano foi acusado pelo Primeiro Ministro do II Governo Constitucional Ramos Horta de que terá deixado sacos de arroz na casa do NUNO KORKA em Balibo (cit in STL, 30.04.07). Nesta lógica, Mari Alkatiri que defendeu a filiação dos artes marciais e o Arsénio Paixão Bano que chegou a a casa do lider das artes marciais Nuno KORKA cujo motivo distribuir arroz nunca foram militantes do Partido Democrático (PD). Como é que possivel a Felicia Cabrita afirmou sem hesitação que as artes maciais estavam ligadas ao PD?

Para continuar abordar esta parte aconselhamos a senhora jornalista Felicia Cabrita para absorver também os factos analisados por outro lado através dos artigos:
a convergência dos objectivos entre Mari Alkatiri e Alfredo Reinado; Os biombos e o democratismo descolorido.

Para que a informaão passada seja fiável, é preciso ter uma mente muito retorcida para pensar sobre os quês e porquês das sucessivas crises e atentado que Timor Leste vive nos últimos anos. O SOL quando nasce (não) é para todos. O Semanarío SOL é para dividir Timor Lorosae (Timor Sol nascente). Então para não contrariar a natureza das coisas, mais vale calar que mal falar.

Para que a informaão passada seja fiável, é preciso ter uma mente muito retorcida para pensar sobre os quês e porquês das sucessivas crises e atentado que Timor Leste vive nos últimos anos. O SOL quando nasce (não) é para todos. O Semanarío SOL nasce para dividir Timor Lorosae (Terra do SOL Nascente). Então para não contrariar a natureza das coisas, mais vale calar que mal falar.

Lisboa, 05 de Julho de 2008
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Os editores:
António Ramos Naikoli (Lisboa)
Arlindo FA Fernandes (Coimbra)
Félix de Jesus (Coimbra)
Victor Tavares (Porto)

20070919

Hatan ba Bikeli Manukoko: Husi Presidente da Republica ba Primeiro-Ministro (= Selu Tusan)

Hatan ba BIKELI nian hakerek: "Husi Presidente da Republika tun ba Primeiro-Ministro".

Husi : Victor Tavares

Uluk nanain husu lisensa ba BIKELI atu korrije deit termos ESKRITOR nebe Bikeli utiliza hodi dezigna nia an. La’os ESKRITOR maibe bele uza AUTOR ka REDAKTOR. Tanba termos eskritor ne’e babain ema hanaran ba ema sira hakerek livrus na’in sira. Ema nebe hakerek livrus no publika ninian obras bara-barak mak bolu eskritor. Tanba hakerek na’in seidauk hetan publikasaun obras ruma husi Bikeli.

Bikeli DUN Dr. José Ramos aktual Presidente da Republika AMBISAUN ba Poder. Maibe Bikeli la haree hetan ka lojika subar an ba Bikeli katak ema hanesan Dr. José Ramos Horta buat politika ne’e halo parte nian moris ka vida.

Se politika ne’e halo parte RH nian vida entaun Bikeli presiza hatene katak RH nian moris ne’e rasik halo parte mos poder nebe sai objektivu ba ema hotu-hotu iha mundo nebe halo politika iha nasaun hotu-hotu. La iha politiku ida mak halo politika la hanoin poder. Politikus sira iha rain ka nasoins ho estado demokratiku, hotu-hotu halo kompetisaun ba kaer ukun (poder). Neduni Dr. José Ramos Horta hanesan mundo tomak konhese no rekonhese ninian reputasaun hanesan politiku profissional mos iha nian objektivu ida, mak hakarak mos kaer ukun Povo Timor.

Ema ida nebe hanoin katak RH iha ambisaun ba Poder mos ema ne’e rasik la konsegue haree hetan buat AMBISAUN ne’e sa ida no oin sa. Ema ne’e la hatene saída mak ambisaun.

Haree husi Bikeli nian hakerek nota momos katak Bikeli ema ida nebe foin aprende (hasara/imita) RH ho XG halo politika neduni ninian hanoin no hakerek hirak ne’e mos simples tebe-tebes hanesan “kaer kanuru tau ba ibun”.

Kuando ema politiku ida iha ambisaun ba poder ne’e normal tebes no naturalmente nia ema politiku ida tenke iha mos ambisaun. Tanba ho ambisaun mak ema ne’e bele iha entuziasmu halo politika hodi hetan objektivu nebe nia trasa. Karik amu-lulik ruma mak tuir vokasaun politika hodi halo servisu oin rua, ida ba espiritual no ida ba sosiedade (sosial-politik) mos iha obrigasaun atu hala’o servisu oin rua ne’e hodi neon ho laran. Ema ne’e hala’o servisu oin rua mos iha objektivu rua mak atu atinji, objektivu ne’e mak parte espiritual nian karik balun mak hanesan hakbiit sarani sira nian fiar atu adora aman maromak liu husi adora Jesus Kristu (karik ha’u hanoin la sala). Parte sosial-politika nian mos amu-lulik ne’e mos iha objektivu ida bainhira nia halo mos politika, mak kaer ukun, embora iha realidade ladun hetan padre ruma hala’o funsaun rua ne’e ho aktivu hotu, sai padre no politiku dala ida.

Maibe bainhira nia hakotu atu halo politika los deit mos nian presiza ambisaun makaas ba kaer ukun. Ema politiku ida la iha ambisaun ba poder, karik ema ne’e la iha vokasaun ba politika nune’e nia serve liu halo servisu solidariedade sosial ka halo servisu seluk nebe la’os politika. Basaa, buat ambisaun ne’e tuir ha’u nian hanoin hanesan estimulante ida hodi hamosu motivasaun halo buat ruma. Se la iha ambisaun mak ema ruma ne’e la iha motivasaun atu halo sasan ruma, kuandu la iha motivasaun mak la iha hanoin nebe kreativu hodi buka objektivu ba sa mak halo.

Ema estudante ida mos presiza iha ambisaun atu hetan notas diak liu ninian kolegas sira seluk, ninian ambisaun ne’e halo nia entuziasmu makaas nune’e nia tenke fera ulun estuda hodi bele atinji objektivu (ambisaun) hetan notas boot liu hotu. Nune’e mos ema politiku ida iha nian objektivu, atu hetan objektivu ne’e presiza iha kreatividade iha hanoin politika, kuandu politikamente nian hanoin kreativu ona estimula hamosu motivasaun halo politika, iha motivasaun halo politika mak sem duvida ema ne’e bele hetan objektivu kaer ukun.

Ne’eduni Ramos Horta, Xanana Gusmão ho La Sama, sira hanesan “animal politiku” mos halo parte prosesu ida ne’e. Hanesan hato’o ona iha inisiu katak politika ne’e halo parte RH nian moris, neduni la’os novidade nem nia halo milagre bainhira nia kaer ukun husi nebe no iha nebee deit. Ida ne’e bolu prosesu natural nebe akontese ba ema politiku ida kuantu mais Dr. Ramos Horta, politika hanesan nian profissaun ida.

La iha ligasaun direktu nebe negativu entre estado de direito ho ema boot na'in tolu Xanana-Horta-La Sama nebe de faktu ohin loron sai pilares importantes tolu iha estado de direito iha nação RDTL aktualmente.

Buat nebe iha no akontese iha estado de direito iha RDTL mak prosedimentu tuir norma nebe internasionalmente estabelesidu, SUFRAGIO UNIVERSAL hala'o iha Timor-Leste iha biban hirak liu ba dadaun.Tuir norma nebe natural no internasionalmente prevalesidu mak partisipasaun povo Timor-Leste iha desizoins politikas, liu husi eleisoins jerais ba presidensiais no lejislativas. Ida ne'e mak mundo tomak hatene katak iha Timor kumpre buat estado de direito ne'e sorin, tanba José Ramos Horta sa'e PR, Xanana Gusmão forma IV GK no La Sama eleito, ha'u repete tan lia-fuan eleito, La Sama sai Presidente PN.

Prosedimento hirak ne'e la'os sistema sura-kolen no selu-tusan, termus nebe Bikeli uza hodi esplika mudansa politika nebe akontese iha Nasaun Timor-Leste.

Se ema ruma hakarak halo komparasaun ho tempo Fretilin kaer ukun liu ba, no mos to'o oras ne'e mos sei nota buat sistema sura-kolen, ho governo aktual karik iha biban liu ba pior liu karik. Maibe la manan buat ida halo komparasaun situasaun nebe ema hotu hatene.

Se RH ohin loron nudar PR mos liu husi prosesu ida nebe difisil, la'os hanoin simples hanesan Bikeli hanaran Xanana-RH-La Sama, sira na'in tolu deve no selu tusan ba malu. Entaun Bikeli la haree hetan kandidatus husi partidos 14 konkorre malu ba PR ?
La haree hetan eleisoins Presidensiais hala'o dala rua ?

Se justifika duni Bikeli nian argumentu katak Dr. Ramos Horta ba PR no Xanana Gusmão ba PM, karik teoria ida ne'e iha fundamento, Xanana Gusmão nian partido CNRT la lakon ho Fretilin iha eleisoins presidensiais no mos lejislativas. La ejiste negosiasoins entre partidos hirak CNRT, PSD/ASDT no PD nebe lori tempo semana ida resin, la mosu mos koligasaun pos eleitoral AMP husi partidos hat ne'e.

Neduni la iha liu lojika Bikeli nian analiza. Tanba de faktu akontese prosedimento nebe formal no konstitusional nebe tutan malu ho aktus eleitorais tuir norma estado de direito demokratiku.Karik Bikeli hakarak enkosta ema boot na'in tolu ne'e apenas ba simples ambisaun ba poder.

Maibe hakerek na'in bele fo hanoin feed beck nune'e : Sira na'in tolu aktualmente estado RDTL no mos Povo Timor-Leste mak presiza sira atu sira tur iha fatin tolu ne'e.

Importante atu ema hotu distingui/haketak mak ambisaun partikular no mos ambisaun nebee iha presupostos ba intereses komuns nian laran.

Buat ambisaun nebe ho karakter pessoal mos iha oin rua: 1) Ambisaun pessoal nebe motiva ema politiku ruma halo politika atu hetan poder maibe motivasaun ba interese privado ka familia (reputasaun ba karreira, naran diak, akumul riku soin liu husi poder) mak domina. 2) Ambisaun pessoal ba poder nebe motiva ema halo politika buka poder maibe alem de ema ne’e iha interese privado (reputasaun, naran diak ka nesesidade rekonhesimento etc.) maibe ema ne’e mos iha motivu seluk nebe paralelu ho ambisaun pessoal. Hanesan nian hakarak atu ninian hanoin (politika) nebe diak ba intereses ema barak (komuns) nian bele realiza, hanoin oin sa bele ajuda ka tulun ema sira nebe presiza tulun, no mos liu husi nian ambisaun ba poder hodi nasaun ka estado aproveita nian matenek nebe nia iha. Ba politiku, ne’e vale a pena nia fo nian kontribuisaun no mos ba povo, mos bem meresidu hetan kontribuisaun ida nune’e.

Uluk Ramos Horta halo parte I Governo Konstitusional nudar MNEC, tanba nesesidades estado RDTL nian. Depois de Povo hatun Mari Alkatiri husi PM, RH sai PM iha II Governo Konstitusional tanba mos iha nesessidades rua, nesesidades ida mai husi Fretilin, atu Fretilin asegura kontinuidade iha governasaun hodi evita eleisoins antesipadas. Nesesidades ida fali tanba iha Fretilin nian laran la iha ema ruma mak bele troka iha Mari Alkatiri nian fatin ba PM, neduni Fretilin rasik liu husi desizaun direksaun mak eskolha RH ba Primeiro – Ministro hodi hato’o ba PR Xanana Gusmão atu Presidente nomeia RH dirije governo Fretilin nian ho ordem husi Fretilin.

Neduni DEMAGOJIA no HIPOKRITA BOOT Bikeli dun katak Ramos Horta mak hakarak hatun Mari Alkatiri tanba nia ambisaun atu sa’e ba PM iha II Governo Konstitusional.

Se mak la hatene krize liu ba nee oin sa, mundo tomak hatene krize ne’e nia hun iha nebe no mos abut to’o nebe. Ema Timor oan maioria hatene se mak responsavel ba krize nebe to’o agora mos la iha solusaun. Ema barak iha mundo hatene, rona ho tilun no mos le iha jornais kona ba DUN lubun boot ida nebe Mari Alkatiri lori Fretilin ho Governo nian naran hato’o ba lideres partidarius sira no mos lideres Igreja iha Timor.

Maibe dun matak hirak ne’e nem ida justifika, katak la iha fundamentu nebe Mari Alkatiri kaer hodi koalia, dun ema arbiru deit, apenas atu desvia deit ema nian atensaun ba TODAN nebe iha Mari Alkatiri nian leten. Hanoin atu oin sa hatan responsabilidade boot nudar xefe de governo ba krize ne’e hanoin la hetan, ninian matenek atu enfrenta problemas nebe nian membros governo sira seluk hamosu la iha ka esgotadu halo nia lakon fiar ba nian an rasik hodi hakat tuir dalan nebe la dignifika nian an rasik to’o koalia mos la tuir rasional.

Neduni la iha liu razaun atu dirijentes Fretilin ruma agora mai buka SOE sira nian sala boot nebe sira halo ba ema seluk. La iha liu razaun atu dun Presidente da Republika Ramos Horta iha ambisaun pesoal mak uluk sa’e ba PM no mos la iha razaun nem uitoan tanba ambisaun ba poder mak RH ohin loron sai PR.

Se ohin loron nia (RH) Presidente Timor nian karik nia hetan ona objektivu ida husi objektivu selu-seluk. Hanesan ema hotu hatene katak Dr. José Ramos Horta ema ida ho profisaun iha politika, la bele hanoin katak PR estado RDTL nebe nia atinji ohin loron hanesan uniku objektivu ka objektivu final. Lae, karik nian kargu PR ohin loron ne’e hanesan kapitulo ida deit iha ninian kurrikulu profissaun nian, karik hanesan foin hahu nian karreira iha profisaun nudar politiku. Karik nune’e mos nem ema ida hatene, so nia (RH) mak bele hatene.

Nune’e mos Sr. PM Xanana Gusmão, ita matan tomak (ignorante) sira bele dun nia hanesan nia ema ambisaun boot ba poder. Tanba, iha politikus sira nebe halo (opozisaun ba nia) barak mak halo espekulasaun katak XG nian tempo dekliniu ona no mos ponto klimax iha politika mak nia iha PR ne’e deit ona. Depois ho razaun de faktu CNRT lakon votus ho Fretilin iha eleisoins lejislativas ne’e 30 de Junho liu ba halo ema sira opozisaun ba Xanana hanoin no fiar metin katak Povo Timor la fiar ona Xanana Gusmão.

Hakerek na’in mos hakna’ok entrevista nebe Sr. Mari Alkatiri, Sekretario Jeral Fretilin nian fo ba Kompas (imprensa indonésia), katak Governo AMP dura to’o tinan rua deit. Se konsegue kompleta tinan ida ne’e sorte nebe Xanana nian governo bele hetan.
Agora komesa espekula tuir ninian (MA) imajinasaun, katak husi ne'e ba tinan rua tan Mari Alkatiri bele sai fali PM. Ida ne’e Mari Alkatiri nian plano, ne’e mak nia fo hatene sai no mos hanesan avizu ida ba IV Governo Konstitusional nebe lidera husi Xanana Gusmão. Kualker momentu Fretilin bele hamosu Tsunami ou bele mos Mari Alkatiri hamosu milagre.

Maibe Povo Timor fiar katak PM Xanana Gusmão ho nian membrus governo selu-seluk mos la hakfodak ho Mari Alkatiri nian deklarasaun ne’e tanba Sekretariu Jeral Fretilin nian nee gosta halo espekulasaun, hanesan matan dok, sik tun sik sa’e. Alias, Mari Alkatiri nian mal aposta ne’e nanis ona.

Iha 2001 bainhira Fretilin manan eleisoins ba Asembleia Konstituinte, promete atu ukun tinan 50, maibe tinan lima deit mos la konsegue. Foin lalais hasoru eleisoins presidensiais no lejislativas, kanta maka’as dehan atu boron hotu eleisoins rua ne’e presidensiais no lejislativas, maibe realidade oin seluk.

Dr. Mari Bin Amuden Alkatiri la hanoin hetan katak nem ema ida bele boron Povo Timor nian konsiensia. Tanba Povo Timor la fa’an obralan ninian konsiensia ba ema ruma atu sosa boronan. Iha estado de direito demokratiku la ejiste sistema LEILÃO iha eleisaun. Nem matenek na’in sira nebe estuda direito ka siensias sosiais ka politik mos, hakerek na’in fiar katak sira nunka le hetan sistema lelang no boron iha eleisaun nem iha dosen ruma nebe hanorin sistema ne’e.

Agora ema sira husi partido Fretilin haree XG hanesan fali inimigo, ataka nia, insulta nia (XG) liu fali insulta jeneral indonesio responsavel ba atrosidades ruma nebe dala ruma akontese iha Timor. Agora, ema Fretilin sira kompara Sr. PM Kay Rala Xanana Gusmão ho sidadaun simples José Reis ida, katak sira na’in rua nian nivel meritu halo funu hanesan deit. Balu hakarak haree XG kuda lakeru iha to’os, dun Sr. PM Xanana Gusmão fa’an Rain Lulik Timor ba estado australianos sira tanba deit nia (XG) eskolha ex-governante rain neba sai nia conselheiro. Hatetu PM Xanana hanesan ho buat aat selu-seluk nebe nudar ema Povo Timor humilde nian oan sira la imajina atu hato’o, mos agora ema Fretilin sira hato’o hotu ba PM Xanana Gusmão.

Maibe ha’u ho neon kraik hato’o ba imi sira katak se Sr. Xanana Gusmão ne’e politiku profissional ida nia la presiza hamohu ka esgota kredit point nebe nia hetan ho meritu husi dirije funu desde 1982/83 to’o mai 1999.

Se Sr. Xanana Gusmão hakarak tau nian interese pesoal ninian, ninian intereses privadu hanesan naran boot iha mundo, naran ho reputasaun diak iha mundo rai klaran, nia nem hakarak sai PR iha biban liu ba. Ba nia basta halo buat ruma nebe konserva nian naran boot iha mundo ne’e. La presiza tan halo politika, la presiza tan hanoin sai PM hanesan agora dadaun. La presiza, tanba ba nia basta konserva deit rekonhesimentu nebe nia hetan husi lideres sira iha mundo, rekonhesimentu nebe hetan husi komunidade internasional tanba ninian korajem fo an ba sakrifisiu. Ho nune’e deit mos nian kredibilidade la tohik. Mas, akontese pelo kontrariu, Sr. PM Xanana Gusmão iha liu fuan (domin) du ke politiku profisional nebe hanoin deit karreira. XG nian domin ba Povo Timor boot liu do ke hanoin ba nian an rasik, Xanana Gusmão nian oferese an atu servi Povo Timor-Leste tetu todan liu no demais du ke kualker lider Fretilin ida aktualmente.

Se Sr. Xanana Gusmão mak hanoin nian an ka hanoin deit nian familia, durante nia nudar PR, palasiu da sinzas ka kargus estado nian balu nakonu ho familia Gusmão nebe la’os ema leet/asing tanba ema Timor sira barak mak konhese Xanana Gusmão nian familia. La hanesan ho Mari Alkatiri, bainhira sa’e ba PM koloka uluk ninian familia iha fatin hirak nebe nem prense kriteriu atu okupa.

Karik Sr. PM Xanana la konkorda ho hakerek na’in nia hanoin ka observasaun ida ne’e maibe nia atu naho’uk ka lae mos ba hakerek na’in la halo ba kazu, tanba ida nune’e mak hakerek na’in haree hetan.

Agora, ita Timor oan tomak loke ita nian matan halo lua-luan, Xanana Gusmão nian familia rasik ka familia besik ruma nebe ita hotu konhese nebe la prense kriteriu ruma okupa kargus estadu nian ruma??? Se haree la hetan entaun aprende ho realidade hirak ne’e, diferensa atitude iha buat hirak nune’e mos iha nian impaktu boot tebes. Haree tur ho ulun malirin kompara hodi aprende buat diak ho aat, atitudes aat mak ida nebe no diak mak ida nebee, tetu ba!!!

Lider diak mak ida nebe, ladun diak ka aat mak ida nebe haree husi kaer ukun, haree lolos hodi la bele lohi ita nian an rasik. Buka lohi ita nian an rasik hodi buka mos lohi ema seluk ne’e ema dehan ita bulak.

Maibe, imi lohi Povo Timor la hetan, kuantu mais uza imi nian metudus ida hanesan dadaun ne’e, metudus nebe la’os deit halo lakon kredibilidade politika partido nian maibe mos la dignifica dirijentes partido rasik. Halo politika de baixo nivel ne’e karik imi haree la hetan maibe ninian konsekuensia ne’e boot no todan tebes.

Se hatene konseito politiku ne’e oin sa entaun hatene katak halo politika hanesan mos han maek. Ohin han maek ohin mos sinti kedan ibun katar, pior liu mak koi mos la kura, se la hatene ai-moruk ruma tau ka hemu ba hodi halakon katar entaun oin hotu bubu sai hanesan fali maek nian isin lolon.

Nune’e mos halo politika, halo sala politika mak hatene hadia lalais bele hetan konsekuensia ki’ik ka la hetan konsekuensia, maibe se kontrariu ho metudo nebe politikamente natural aplikavel, alias arbiru deit mak ninian konsekuensia mos akontese iha kualker momento, por bem, karik apenas responsavel ida deit mak hetan/lori todan (demisaun/resignasaun) maibe ignora ka la fo importansia ba impaktu mak konsekuensia la’os deit monu ba ema ida maibe hakoi grupo ida tomak, nune’e partido mos nian ain-klor mos la tomak.

Karik ema Fretilin sira sei seidauk sinti konsekuensia boot hanesan Tsunami nebe lulun partido Fretilin agora dadaun ne’e. Sira la sinti tanba sira nian boot sira sempre halo esforsu boot atu diverte sira nian an (diversaun/menghibur diri) iha partido nian susar boot nian laran. La fo importansia ba konsekuensias nebe partido Fretilin hakur dadaun, sira la fo importansia tanba sira rasik la kohi lori todan nebe partido hetan. Ba boot sira iha Fretilin fo liu importansia ba sira nian kargu iha partido Fretilin nian laran du ke hakarak oferese an ba vitima em vez de partido Fretilin mak sai hetan susar. Sira la interese Fretilin nian vida nudar partido politiku, sira preokupa liu ho pozisaun iha partido hodi bele sai instrumento ba hetan poder, la importa partido Fretilin nian futuro atu sai oin sa.

Iha situasaun normal, lideransa Fretilin aktual la iha tiha kleur ona kondisoins atu dirije partido depois de dezaire eleitorais dala tolu tui-tuir malu nebe Fretilin hetan. Iha presidensiais Presidente Fretilin Francisco Lu Olo Guterres lakon ho Ramos Horta, iha lejislativas Fretilin lakon votus maioria absoluta ba partidos hirak iha opozisaun, ba presidensia PN Fretilin nian kandidato Aniceto Guterres lakon ba kandidato husi AMP Fernando La Sama Araújo.

Konskluzaun: Partido Fretilin hetan lakon ho absolutu.

Konsekuensias: Partido Fretilin nakdasak an hanesan manu ain-klor kotu. Uluk hahu 2001 kuandu komesa ukun Timor, Mari Alkatiri sa’e manu-aman Fretilin no partido Fretilin lori nia (MA) semo aas tebe-tebes. Maibe iha 2007 Fretilin la seluk ho partido ki’ik oan ida, halai nakdasak an tui-tuir lideres sira husi partido ki’ik hirak mos ema ses hotu husi Fretilin.

Tanba sa nune’e???

Pergunta ida ne’e hakerek na’in hatan no esplika em detalhe ona iha biban seluk liu husi hakerek ho tema “ Tanba sa mak Fretilin la konsegue forma koligasaun...? ”.

Ida nune’e mak hakerek na’in haree hetan ba situasaun aktual iha partido Fretilin. Partido Fretilin nian problema la’os iha partido maibe Fretilin nian problema boot iha lideransa. Enkuantu la rezolve problemas iha lideransa Fretilin hanesan partido susar sei la ses husi Fretilin.

…vt...

20070910

Decisão do PR José Ramos Horta Inconstitucional e Ilegítima, segundo Sahe da Silva e José Teixeira

Por : Victor Tavares

A pergunta pode surgir de um qualquer cidadão deste país: O que é que a FRETILIN queria agora? Qual é a intenção dos líderes da FRETILIN com essas chantagens inqualificável ao chefe de Estado?

Perante as duas perguntas quer a primeira como a última só pode ter uma resposta, demonstrar cada vez mais a falta de maturidade política e humildade da parte dos dirigentes do partido que eles tanto erguem pelo simples facto de ser o partido que inspirou a independência de Timor-Leste.

A razão evocada pela Fretilin como reacção ao cenário de o PR convidou o líder da Aliança Maioritária Parlamentar Xanana Gusmão formar o IV Governo Constitucional do Estado da República Democrática de Timor-Leste, é continuar transpor a lógica e o natural interpretação dos artigos 85 e 106 da Constituição da RDTL, sobre qual o partido se deve indigitar uma pessoa em representar o partido e o PR nomeá-lo para formar o governo.

Mas, está inequivocamente dito nas leis dos dois artigos 85 e 106 da Constituição, e está seguramente constitucional a AMP constituído por quatro mais votados dos 14 partidos em oposição a Fretilin que concorreram nas eleições legislativas do dia 30 de Junho de 2007 a formar o governo. Só não percebem quem não querem mesmo perceber o intuito dos artigos articulados com base na adopção de juízos e valores bastante fulcrais para a edificação do estado democrático na sociedade Timorense.

E mais, a articulação do Primado leis na Assembleia Constituinte e são consagradas na Constituição RDTL, não foi nenhum dos partidos que constituem o actual governo quem redigiu o conteúdo dos artigos. É verdade é que a Fretilin foi o único partido que fez as leis desde 2001, porque não deixou os outros as fizeram.

Muitas das propostas vindas da oposição, dos académicos e intelectuais Timorenses não serviram, aquando estava na fase de elaboração do draft da constituição. As propostas alternativas eram apenas para decorar os caixotes de lixo do então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, embora muitas delas tinham a pertinência do ponto de vista do enquadramento de factores condicionalismos do país e da vida do Povo de Timor-Leste. Assim como os dois artigos em causa, também não foram as ideias ou propostas dos partidos da oposição, mas era única e exclusivamente conceitos da Fretilin.

Refiro-me dos artigos 85 e 106 da Constituição RDTL que dizem : “(…) o Partido mais votado nas eleições OU uma aliança maioritária de partidos indigita uma pessoa ao PR e o Presidente da República o nomeia para formar o governo (…)”.
A falta de lucidez na previsão no conceito “50 anos de governação da Fretilin” e a errada especulação feita por dirigentes da Fretilin sobre a independência e auto governação, hipotecou a vida política do partido e, agora, já nem reconhece as suas próprias palavras escritas a preto em branco.

Se os dirigentes da Fretilin tivessem uma visão estratégica politicamente consolidada e bem pensada em consonância com a tese de se governar Timor até ao meio século ou mais, a redacção dos dois artigos não abrangia a conjunção “ou” como ela está até agora.

Mas talvez para ser muito mais simples, já nem penso a interpretação feita por especialistas em matéria de direito constitucional, apenas para serem vistos pelos olhos nus e crus dos cidadãos anónimos, vou tentar propor uma outra forma de interpretar da situação de seguinte modo:

- A Fretilin obteve maioria dos votos em comparação com os outros partidos? É verdade! - A Fretilin não ganhou maioria absoluta nas urnas? Sim senhor, não ganhou maioria absoluta! - A Fretilin não conseguiu coligar com um ou dois partidos com assento parlamentar? Também não conseguiu!

Conclusão, a Fretilin ganhou as passadas eleições legislativas com maioria relativa mas não formou o governo para o período mandatário 2007/2012, porque não obteve condições mínimas para formar um governo sozinho nem a coligação com os outros partidos conseguiu.

Por outro lado, os outros partidos com assento parlamentar nomeadamente o CNRT, coligação PSD/ASDT e o PD, cada um obteve menor votos que a Fretilin. Também foi verdade!
- Conseguiram formar aliança ou coligação pós eleitoral. Conseguiram! - Conseguiram 54 % que corresponde mais de metade (37) dos 60 membros parlamentares do Parlamento Nacional Timorense.

Entretanto, não se trata de ilegalidade, ilegitimidade ou inconstitucional o que quer que seja, o facto é que a Constituição RDTL não se previa até a data, num quadro legal, limitar a constituição de uma coligação de partidos só pode ser feita antes ou pós nos actos eleitorais.

Analisando com base neste facto, a maioria absoluta obtida por um partido é igual a uma aliança maioritária formada depois das eleições. A AMP é equiparada a qualquer partido que ganha maioria absoluta sozinho. É igual, por isso, é absolutamente ridículo e falta de visão os dirigentes da Fretilin refutarem a AMP governar este país.

A maioria obtida pela Fretilin não foi suficiente para que os dirigentes deste partido condicionem a decisão do Presidente da República Dr. José Ramos Horta. Porque uma coisa é certa é que a esmagadora maioria dos eleitores não votaram na Fretilin como em 2001. Os eleitores preferiram votar nos partidos não - Fretilin e em representação destes estão os partidos que formaram a Aliança Maioritária Parlamentar liderado por Xanana Gusmão.

Não se pode formar um IV Governo Constitucional com base na pressão sobre o Presidente da República, nem deve recusar o Xanana Gusmão como PM em nome da aliança para governar o país desgovernado durante os últimos anos. O Povo está ansiosamente perspectivar uma vida melhor com um novo governo, seja qual o partido e quem o lidera é indiferença. Bastou-lhe os cinco anos da governação da Fretilin sem trazer qualquer mudança na vida das populações. As populações continuam a sofrer, a pobreza cada vez afecta muitas das famílias, há fome ou falta de alimentos causa a má nutrição das crianças, falta de trabalho e desemprego amontoa anos e anos sem qualquer solução para criar o emprego. As populações deslocadas por causa dos motins na capital causada pela crise politico - militar ainda com amargura debaixo das tendas ou lonas improvisadas durante mais de um ano, a espera que o estado ou governo resolva a sua situação.

Enquanto muitos problemas criados pelo governo da Fretilin ainda sem solução a vista os dirigentes deste partido vão criando mais problemas. Não respeitar a decisão do Presidente da República, o não reconhecimento do governo liderado pelo Xanana Gusmão causaram mais problemas. Muitos apoiantes dos partidos que fazem parte do governo da AMP foram aterrorizados, casas incendiadas e as populações de várias vilas dos Distrito de Baucau e Viqueque foram desalojadas por causa das ameaças de morte.

Porque é que a Fretilin não mostra de que é o maior e histórico partido de Timor-Leste? É necessário recorrer essas atitudes mesquinhez e mostrar ao mundo de que ainda sem maturidade e nem aprenderam com o passado ?
Onde está a maturidade política e perspicaz dos senhores ilustres signatários doutores da Fretilin?

Não será verdade o povo disse: «um burro carregado de livros é um doutor, um povo carregado de cursos é um desastre». (CÉSAR das NEVES, João; economista).

O que é querem agora, querem manter no poder?

Porque não vão preparar uma oposição forte e credível, se vos quiséreis, voltem ao poder em 2012!

Não esgotem tantas energias vossas porque o estado de Timor-Leste nem a política vai ao fim do mundo hoje. Amanhã o Povo Timorense ainda precisa de vocês e a política também não acaba por ai.

Optem pelo bom senso, a política e o poder não é tudo meus caros compatriotas!
O nosso Povo está farto das atitudes politikis meus senhores, tenham consciência disso!

Porque é que não querem aceitar o fracasso negocial que teve com os outros partidos para fazer a coligação?
Porque tanta falta de sensatez e sensibilidade com o sofrimento do povo meus ilustres compatriotas?

O Presidente da República Ramos Horta não pode aceitar com facilidades as proposta da Fretilin que propusera no entanto, um independente para o PM com dois vices da Fretilin e um de restos dos partidos com assento parlamentar.
Não pode porque seria um erro se o PR tomar uma decisão que não salvaguarda a estabilidade governamental e compromete um governo sólido para os cinco anos. Em caso acontecer a falta de vontade dos partidos que constituem o IV Governo Constitucional no âmbito do GGI com a Fretilin, e não completar o mandato ou apenas perder o tempo para realizar as eleições que pouca ou nada valer para a vida do povo.

A questão de fundo não apenas nas questões políticas ou partidárias que divergem a Fretilin com os restantes formações políticas, mas as questões da justiça foi a gota de água na ponderação dos líderes dos partidos da oposição do anterior governo. Esta foi a questão fundamental à distância de todas as hipóteses de um governo de grande inclusão baseado na proposta da Fretilin. Os partidos que compõe o actual governo analisaram escrupulosamente todas as hipóteses de formar um governo de unidade nacional, incluindo as propostas vindas da Fretilin.

A justiça foi determinante nas decisões dos líderes dos quatro partidos, nomeadamente o caso dos peticionários, o caso do Major Reinado, os acontecimentos graves entre as duas forças F-FDTL e PNTL, onde alguns membros da PNTL foram mortos pela própria F-FDTL depois de este ter recebido ordem dada pelo então Primeiro-Ministro para que as forças armadas F-FDTL interviessem com a razão de que a PNTL não era capaz de dispersar as manifestações.

Outro caso mais grave em que o PM Mari Alkatiri na altura implicou também nas alegações de ser o responsável moral no caso mediático o “esquadrão da morte”. Onde este foi acusado pelo grupo liderado por Vicente Conceição “Rai Los”, grupo denominado como milícia da Fretilin, armado pelo Ministro do Interior com a “ordem” do chefe do governo.

Este é o caso notório e foi a principal preocupação da ONU que chamou a si mesma para estabelecer uma base legal nas investigações no âmbito da Nações Unidas. E foi criada uma Comissão de Investigação Independente da ONU. A CII se recomendou a proceder uma investigação nacional depois de o Ministério Público arquivou o processo de investigação sobre o Mari Alkatiri relativamente ao caso de esquadrão da morte.

Esses são os casos da justiça que nenhum dos partidos da oposição quer subestimar a complexidade das responsabilidades e o grau das consequências em detrimento de um estado soberano, democrático que respeita no primado lei e da justiça.

Além dos casos mencionados existe neste momento muitos problemas de carácter técnicos dilatados que dificultam a formação de um governo que inclua a Fretilin e os partidos da oposição, razão a qual o autor já foi dito por escrito noutras ocasiões. As questões relacionadas com as precedentes situações anormais criadas pela direcção da Fretilin aos adversários políticos são como principais obstáculos para a Fretilin, pelo menos por enquanto.

Porque, nenhum dos membros dos partidos da oposição quer fazer parte de um governo coligado com o partido Fretilin só por causa do poder. Aceitar participar no governo significa prontos física e mentalmente para trabalhar e servir o povo da melhor forma e servir como deve ser esta feita.

Uma boa governação e o sucesso deste só pode ser feita por todos, com a integridade moral e física de cada um é fundamental para atingir os objectivos comuns. Ninguém quer trair a sua própria consciência e livre vontade de trabalhar só por causa do poder e trabalhar a meio gás.

Um partido como a Fretilin não pode ter outra posição senão dar bons exemplos em matéria político – partidária, assim como os dirigentes deste nem deve ter outra atitude a não ser demonstrar como bons dirigentes, ter a maturidade suficiente, reconhecer a fraqueza e saber pronunciar as desculpas quando cometer erros.

Se não for assim a Fretilin, como maior partido histórico que é, a Fretilin não educa a sociedade actual nem herda as boas recordações às gerações vindouras. Tanto que, nem uma boa memória dos seus dirigentes actuais será uma mais valia na história do partido e da luta de um Povo.

O Povo de Timor-Leste espera que os outros dirigentes políticos em particular as novas gerações, evidentemente estão em marcha não optem pelos maus exemplos e que tornem os “ditadores” de boas lições e sejam bons gurus da democracia, da justiça e acima de tudo da humildade. Nem que seja por um dia de governação teria honorária honrosa do que ambicionar a governar um Povo como nosso por cem anos a custo zero.

Boa sorte!

Victor Tavares
Porto - Portugal

20070828

ANA PESSOA PGR - JUSTISA BA KRIZE SEI LA IHA IMPARSIALIDADE

TIMOR-LESTE SEI LA HETAN JUSTISA BA KRIZE POLITIKU, MILITAR NO SOSIAL NEBE MOSU DESDE MARSU 2006, SE ANA PESSOA SAI PGR.

http://www.smolec.pl/kobiety/wicepremierzy_2001-2010_pliki/Pessoa-Ana.jpgPROSESU JUDISIAL BA KRIZE SEI LA’O LA HO IMPARSIAL


Naran Ana Pessoa mosu iha imprensa nasional iha semana kotuk bainhira hahu mudansa iha politika no mos transformasaun nebe mos akontese iha instituisoins soberanas ho nian konfigurasaun responsabilidades. Mudansa hirak ne’ebe iha ligasaun ho mudansa iha instituisoins tolu estado RDTL nian, Prezidensian, Parlamento Nasional no mos Governo.

Iha biban nebe Presidente da Republika José Ramos Horta no Primeiro-Ministro Xanana Gusmão hasoru problemas nebe husi partido Fretilin koloka iha momento ida ne'e, ba instituisoins rua ne’e, de repente mosu naran no perfil Srª. Ana Pessoa atu okupa fatin iha procuradoria atu sai Prokuradora Geral da Republika-PGR.

Iha ema balu rekonhese Drª Ana Pessoa nian kapasidades no ninian kompetensias nebe hatudu iha biban liu ba bainhira nia halo parte governo Fretilin nebe liderado husi Mari Alkatiri. Karik bele los katak senhora Ana Pessoa matenek boot no kompetente tebe-tebes iha área justisa ka administrasaun etc.
Maibe mos la ezajeru karik klasifika ninian (AP) nian matenek no kapasidades hirak ne’e karik iha surat tahan deit.

Independentemente Srª Ana Pessoa ne’e matenek na’in, kapasidades wa’in no kompetente tebe-tebes, maibe iha realidade tarefas lubun boot ida iha Drª Ana Pessoa nian kompetensias, liu-liu tarefas nebe mosu ba nian knaar kona ba krize politiku-militar nebe mosu iha tinan kotuk, nebe mos krize ne’e nian rohan la kotu to’o ohin loron.
Sr.ª Dr.ª Ana Pessoa mos sei halo parte integrante nudar koresponsavel moral ba krize nebe afekta povo nian moris to’o ohin loron. La’os deit tanba Ana Pessoa halo parte familia partidaria ho ex-PM Mari Alkatiri maibe mos tanba nia halo parte Governo Fretilin nebe responsavel ba krize ida ne’e. Prosesu ba investigasaun kona ba krize ne’e seidauk halo ho prosedimentu nebe los hodi hetan solusaun ba apuramentu verdades hodi hetan justisa ba krize ida.

Ita hotu nian memoria sei fresku tebes kona ba konsekuensias nebe mosu, direktu ka indirektu krize nebe hahu iha Marsu 2006, hanesan lakon Timor oan lubuk ida nian vida, halo feto kaben na’in balun faluk, halo oan sira balun sai kiak lakon inan ka aman ka lakon rua nee hotu, halo inan ho aman balun lakon sira nian oan nebe sira hadomi, halo populasoins rihun ba rihun soe hela sira nian uma ka knua hodi ba terus iha ai-hun ka fatuk koak, halo populasoins sira lakon sira nian uma ho riku-soin no halo povo Timor tomak lakon sira nian moris hakmatek iha ukun an ida ne’e nian laran.

Buat hirak ne’e hotu la’os mosu mesak maibe mosu tanba ema balun nian hahalok. Ema balun ne’e mak ukun na’in sira, krize mosu iha I Governo Konstitusional nian mandato no mos mosu krize tanba falta de kapasidades no inkompetensias membros governo nebe kaer knaar Defeza Nasional no mos ingovernabilidade halo problemas nebe mosu iha militar F-FDTL nian leet sai fali krize politiku, militar no sosial.

To’o ohin loron mos krize ne’e seidauk rezolve no mos la hatene los atu rezolve oin sa. Husi sorin ida ulun boot no kbiit na’in sira buka hala’o rekonsiliasaun no hodi hametin unidade nasional, husi sorin seluk mos buka oin sa Estado Foun iha mundo ida ne’e buka harii justisa. Rekonsiliasaun ba unidade nasional importante tebe-tebes maibe harii justisa iha Timor-Leste nudar nasaun soberanu mos fundamental no mos sai hanesan aliserse ba sosiedade nebe demokratika no justisa sosial.

Ne’eduni, povo nian susar no terus, mate no lakon nian uma no riku-soin hirak ne’e nem ema ida bele nega ka halo finji katak situasaun hirak ne’e la akontese ka bele haluha.
Autor moral no material no mos koresponsaveis ba krize tenke hatan hotu iha justisa nian oin. Hanesan mos Ana Pessoa nebe mos koresponsavel moral ba krize tenke hatan nune’e Ana Pessoa la iha kondisoins morais no materiais atu sai hanesan PGR iha Timor-Leste.

Alem de la iha kondisoins morais no materiais, Ana Pessoa mos iha biban liu ba no aktualmente la hatudu nia an hanesan ema nebe independente, tanba nia la’os independente duni. Oin sa nia bele salvaguarda independensia no imparsialidade instituisaun soberana PGR nudar pilar fundamental ba harii justisa iha Nação RDTL ?

Atu sai PGR presiza ema nebe prense kriterio pelu menus tolu : Kapasidades, kompetentes no independente. Ema ruma bele iha kapasidades, kompetente maibe la iha independensia mak ema ne’e sei tuir deit ninian intereses rasik ka nian grupo nian intereses. Independente maibe la iha kapasidades no la kompetente, ema ne’e bele sai instrumento ba grupo de intereses. Estabilidade iha faktor tolu ne’e ba ema nebe atu okupa fatin iha PGR sei bele hala’o ninian knaar nebe diak no los durante iha nian mandato.

Srª. Ana Pessoa nudar membro do governo Fretilin nian nebe mos hasoru problemas barak iha nian kompetensia durante krize maibe la rezolve.

Oin sa mak Nasaun Timor-Leste bele harii justisa ba krize ida ne’e, iha nebe Komisaun Independente Internasional-KII ONU nian fo hela rekomendasaun atu hala’o investigasaun nasional kona ba kazu eskuadraun da morte nebe implika ex-PM Mari Alkatiri, atu nune’e autor moral sira bele hatan iha justisa nian oin se Ana Pessoa nebe husi partido Fretilin no halo mos parte governo nebe halo mosu krize mak sai PGR???

Victor Tavares
Porto - Portugal

20070723

FRETILIN TENKE KAER GOVERNO HO PM RASIK?

www.chinadaily.com.cnSr. Francisco Lu Olo Guterres foin interpreta hetan artigo 85 husi Konstituisaun RDTL atu oin sa Fretilin bele tuba metin iha poder, enkuanto ema husi partidos hirak seluk no mos ema sidadaun babain hatene ona katak mesmo aplika ka hakat tuir artigo 85 husi Konstituisaun ne’e mos Fretilin la iha kondisoins atu hatudu nian ema ba PM hodi PR José Ramos Horta nomeia.

Fretilin nian problema agora la’os atu estuda artigos hirak iha Konstituisaun hodi bele interpreta kona ba partido ida nebe mak iha liu lejitimidade atu indijita ninian ema ba PM, lae. Fretilin iha ka lae legitimidade indijita nian ema ba kargu PM ne’e la’os problema nebe agora dadaun atu analiza, maibe oin sa Fretilin bele governa, ida ne’e mak importante atu haree. La iha duvida ba ema ida katak Fretilin iha lejitimidade atu hatudu nian ema ida ba PM. Presidente da República mos la iha direito atu rejeita ema ruma husi Fretilin nebe partido Fretilin hatudu. Nune’e mos PR, la iha problema ba PR nomeia ema nebe Fretilin hatudu.

Se PR la hanoin konsekuensias nebe bele mosu husi ninian desizaun karik depois de eleisaun liu tiha loron ida ka rua PR husu ba Fretilin atu Fretilin hatudu ninian ema ba PM hodi forma governo, hodi nune’e PR kumpre artigo 85 iha konstituisaun nian haruka.

Problemas no Senarius Provaveis

Problema boot nebe ohin loron Fretilin hasoru mak OIN SA Fretilin hetan tulun husi partidos hirak iha opozisaun hodi nune’e Fretilin nebe hetan maioria simples iha eleisaun ne’e bele forma governo tuir normas demokratikas hodi bele hala’o knaar ka poder.

Ema hotu hatene ona katak se Fretilin mak kaer ukun, governo de Grande Inkluzaun ne’e lideradu husi Fretilin, fulan rua ka tolu governo monu fali deit tanba opozisaun iha Parlamento Nacional sei vota kontra kualker inisiativa governo nian. No mos bainhira governo monu ne’e la’os tanba Fretilin mak dirije ezekutivu mak monu lae, no opozisaun mak la gosta mos lae, maibe tanba regras demokratikas iha Parlamento Nacional mak naturalmente dita nune’e.

Bazeia ba rezultadus nebe partidos hirak iha opozisaun hetan no mos soma hamutuk deputados sira husi opozisaun iha parlamento, iha nebaa hatudu momos ona katak opozisaun se hamutuk hotu deputados barak liu dok tebe-tebes nebe eventualmente kontra governo lideradu husi Fretilin iha votasaun ruma. La bele hanoin dok demais, hanoin deit ba votasaun ba Programa Orsamentu de Estadu nebe, sei sai primeiru pasu governativu mos ita bele preve momos ona katak Planu ba Orsamentu de Estadu (POE) deit bele la pasa iha PN se opozisaun maioria vota kontra.

Ida ne’e hanesan Primeiru senariu se Fretilin hakarak Fretilin mak dirije governo de grande inkluzaun sem konsensu alargadu nebe ekilibradu.

Segundu senariu, se Fretilin aseita PM mai husi partido opozisaun tan opozisaun rejeita PM ema husi Fretilin, maibe Fretilin sei hatan partisipa iha governo de grande inkluzaun maibe Fretilin nian aseitasaun ne’e la ho laran tomak, nune’e iha kualker momentu Fretilin bele dada an husi governo, maibe governo sei la monu tanba opozisaun ho maioria sei aguenta hala’o knaar sem Fretilin.

Terseiru senariu, se opozisaun husi AMP aseita PM mai husi Fretilin maibe ministros sira maioria husi AMP, karik iha senariu ida nune’e mos Governo de Grande Inkluzaun la estavel ho solidu tanba ministro sira maioria bele satan kontroversia ba PM, la akata ordem husi PM ho buat sst.

Kuartu senariu, Governo Grande Inkluzaun forma husi = Fretilin + (CNRT+ASDT+PD)- (PSD) = AMP -1. Iha senariu ida ne’e Fretilin admite PM husi opozisaun, iha konsensu alargadu no konverzensia iha programas atu aplika no fahe responsabilidade ekilibrada tanba mutuo entendimentu maibe estabilidade GGI depende ba to’o nebe membrus governo GGI ida-idak nian espiritu altruismo ho neon boot ne’e to’o nebe.

Kintu senariu, GGI kompostu husi = Fretilin + (CNRT+ASDT) = AMP -2. Iha senariu ne’e PM bele husi kualker partido ida, bele iha estabilidade governativa, iha konverzensia programas entre sira, entendimentu mutuo no kooperativu, maibe exklui rezolusaun ba problemas nebe mosu iha krize.
Problemas boot nebe governo GGI atu hasoru mak governo sei lakon kredibilidade total husi Povo tan Povo sei la fiar tanba justisa nebe Povo hakarak husi governo la mosu no opozisaun iha PN sei konfronta makas governo ho problemas justisa nian. Nune’e bele provoka ajitasaun husi ema sira ka movimentu nebe sinti an vitima no preokupasaun iha sosiedade nebe bele halo mosu fila fali tensaun politika no sosial.

Sestu Senariu, inisiativa husi Fretilin atu forma GGI la funsiona tanba frakasada, nune’e mak ladan ba ELEISOINS ANTESIPADAS nakloke, iha nebe hakerek na’in hola konkluzaun : ITA lakon tempu ba sasan nebe la iha folin, na’ok povo eleitores nian tempo, enerjia, hasusar povo ho eleisaun. ITA la konsegue forma governo tan deit ita nian IGNORANSIA ba buat hotu, dezenvolvimentu la la’o ba oin tanba ita dada tempu barak liu halo eleisoins no hanoin forma governo. ITA la iha sensibilidade ba Povo nian terus, la iha interese atu fo atensaun ba Povo maibe ita bele halo buat hotu ba PODER.

Victor Tavares