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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Timor-Leste vai começar a celebrar a chegada dos portugueses

@Foto www.virtualtourist.com
Díli – O Governo decidiu começar, no próximo ano, a assinalar o aniversário da primeira chegada dos portugueses a solo timorense. A comemoração terá lugar em Oe-Cusse.

Oe-Cusse foi a primeira parte da ilha de Timor onde os portugueses se estabeleceram, e é normalmente considerada o berço de Timor-Leste.

Em 1556 um grupo de frades dominicanos começou o trabalho missionário na costa norte de Timor. Em 1641 chegaram à aldeia de Lifau, cinco quilómetros a Oeste de Pante Macassar, onde baptizaram a família real do Reino Ambeno.

A população euro-asiática em Lifau ficou conhecida como «topasses». Depois de 1664 eram governados por funcionários pertencentes às famílias Hornay e Da Costa, e foram capazes de dominar a maioria de Timor.

Em 1859, com o Tratado de Lisboa, Portugal e Holanda dividiram a ilha entre si. Timor Ocidental tornou-se holandês, com sede colonial em Kupang, e Timor-Leste tornou-se português, com sede em Díli. Esta medida deixou Oe-Cusse como um enclave cercado de território holandês.

Timor Ocidental tornou-se parte da Indonésia e ganhou a sua independência em 1945. Após a revolução em Lisboa, em 1974, os timorenses formaram partidos políticos.

O partido FRETILIN queria a independência total, o partido UDT queria autonomia especial em Lisboa por dez anos, antes da independência total, e a APODETI queria integração na Indonésia.

KOTA e TRABALISTA eram pequenos partidos que finalmente se juntaram ao APODETI e UDT para favorecerem a junção de Timor Português à Indonésia, após Jacarta invadir o território no início de Dezembro de 1975, quando a descolonização ainda não tinha começado.

Indonésia de seguida mudou o nome de Timor Português para Timor-Timur (Timor-Leste) e criou as suas 27 províncias.

Durante 24 anos de ocupação, apesar de Oe-Cusse estar na área Indonésia foi sempre considerado por Jacarta como parte de Timor-Timur, até que o povo timorense ganhou a sua liberdade através do referendo organizado pelas Nações Unidas em 1999.

Após a independência, Timor-Leste decidiu dar um estatuto especial a Oe-Cusse, como Administração Autónoma, por causa da história do país.

Todos os timorenses concordam que Oe-Cusse é um local muito importante para a história de Timor-Leste, porque foi onde os portugueses desembarcaram pela primeira vez, antes de terem ocupado todas as áreas do país insular.

Oe-Cusse era a porta de Timor-Leste há centenas de anos. Para pensar sobre a história do país, Oe-Cusse foi escolhido pelo Governo como lugar para a celebração da primeira chegada de Portugal a Timor –Leste, no próximo ano.

O Executivo disse que a celebração também irá fortalecer a relação bilateral entre Díli e Lisboa. O Primeiro-ministro Xanana Gusmão visitou Oe-Cusse esta semana para realizar muitas actividades, inclusive informar as pessoas sobre a celebração e o plano do Governo para mudar o bairro para Zona Estratégica Económica, em breve.

O Governo de Xanana Gusmão escolheu Mari Alkatiri, secretário-geral da FRETILIN, para apresentar o plano da Zona Estratégica Económica.

Mari Alkatiri tem trabalhado para desenhar uma estratégica para alterar o distrito rural, com o fim de torna-lo numa zona económica mundial.

(c) PNN Portuguese News Network
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=41441

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