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Interview with Fernando Lasama de Araujo: On the road to democracy, where the streets have no name


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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Poesia e Resistência de Timor-Leste

Histórias da Resistência Timorense
de Domingos de Sousa

Domingos de Sousa
O livro, que tem apresentação feita pelo Prêmio Nobel da Paz, Dom Carlos Felipe Ximenes Belo, fala ao povo dos países de Língua Portuguesa a História de Timor-Leste, sua luta e resistência ao colonialismo e ao imperialismo que se instalou e ali acampou uma guerra, vitimando milhares de timorenses.

Quando se fala de resistência e luta não se pode deixar de lado a poesia como instrumento nessa batalha. Contrapondo-se às balas dos inimigos, as palavras esclarecem e libertam consciências. A história registra o enfrentamento e a poesia transfigura o presente, o passado e o futuro de toda uma Nação. Com Timor não foi diferente, após anos de luta e resistência escreve-se a epopeia de um povo guerreiro, que sofreu até com as consequências da esterilização de suas mulheres. Pressionado por todos os lados, ainda assim, pela poesia sobressai o sonho de liberdade, de criação e se reinventa a luta, fecundando o sonho e a solidariedade entre irmãos. Alimenta-se no seio da Pátria a identidade com a Paz, busca-se a concordia, ainda que no terreno do dia a dia, a guerrilha não se rende, mesmo com escassos recursos materiais, humanos e financeiros e apesar de ter sofrido pesados desaires, como a deserção de dirigentes e a perda de outros, pela morte em combate ou por detenção. Embora reduzida a umas escassas centenas de homens mal armados e isolados do mundo, a poesia consegue, nos tempos mais recentes, alargar a sua luta ao meio urbano com manifestações de massas e manter no exterior uma permanente luta diplomática.

A Democracia se instala e os timorenses votam pela independência de Timor-Leste. Milícias locais e soldados indonésios, descontentes com os resultados, provocam uma grande destruição no país, incendiando casas, prédios públicos e privados e matando grande parcela da população em todos os cantos do país. A ONU cria uma Força Nacional para restabelecer a ordem e fazer a transição para o governo timorense independente. Em 2002  é proclamada a Independência de Timor-Leste no dia 20 de maio, iniciando também o primeiro Governo Constitucional de Timor-Leste, tendo o líder da revolução timorense Xanana Gusmão, eleito como presidente do país até 2007. É dele a poesia abaixo:

OH! LIBERDADE

Se eu pudesse
pelas frias manhãs
acordar tiritando
fustigado pela ventania
que me abre a cortina do céu
e ver, do cimo dos meus montes,
o quadro roxo
de um perturbado nascer do sol
a leste de Timor
Se eu pudesse
pelos tórridos sóis
cavalgar embevecido
de encontro a mim mesmo
nas serenas planícies do capim
e sentir o cheiro de animais
bebendo das nascentes
que murmurariam no ar
lendas de Timor
Se eu pudesse
pelas tardes de calma
sentir o cansaço
da natureza sensual
espreguiçando-se no seu suor
e ouvir contar as canseiras
sob os risos
das crianças nuas e descalças
de todo o Timor
Se eu pudesse
ao entardecer das ondas
caminhar pela areia
entregue a mim mesmo
no enlevo molhado da brisa
e tocar a imensidão do mar
num sopro da alma
que permita meditar o futuro
da ilha de Timor
Se eu pudesse
ao cantar dos grilos
falar para a lua
pelas janelas da noite
e contar-lhe romances do povo
a união inviolável dos corpos
para criar filhos
e ensinar-lhes a crescer e a amar
a Pátria Timor! 
A Poesia Timorense, assim como seu povo, resisti e é combativa. Indaga e apela, clama e invoca pela liberdade, faz História: 
CORRIGENDA
(Fernando Sylvan) 
“Nenhum povo é grande por ter apenas fastos a contar,
Mas pelas liberdades que souber viver
E pelo amor que tiver para dar.” 
MENINAS E MENINOS
(Fernando Sylvan) 
Todos já vimos
nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão
retratos de meninas e meninos
a defender a liberdade de armas na mão.
Todos já vimos
nos livros, nos jornais, no cinema e na televisão
retratos de cadáveres de meninos e meninas
que morreram a defender a liberdade de armas na mão.
Todos já vimos!
E então?

UM MINUTO DE SILÊNCIO
(Francisco Borja da Costa) 
Calai
Montes
Vales e fontes
Regatos e ribeiros
Pedras dos caminhos
E ervas do chão,
Calai
Calai
Pássaros do ar
E ondas do mar
Ventos que sopram
Nas praias que sobram
De terras de ninguém,
Calai
Calai
Canas e bambus
Árvores e “ai-rús”
Palmeiras e capim
Na verdura sem fi m
Do pequeno Timor,
Calai
Calai
Calai-vos e calemo-nos
POR UM MINUTO
É tempo de silêncio
No silêncio do tempo
Ao tempo de vida
Dos que perderam a vida
Pela Pátria
Pela Nação
Pelo Povo
Pela Nossa
Libertação
Calai – um minuto de silêncio…

Fonte: http://www.nosrevista.com.br/
2010/10/05/poesia-e-resistencia-de-timor-leste/

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