VISAO MISAO OBJECTIVO SPORTIMOR FH KKN HOME FH LPV ARTIGOS FH MUZIKA LIA MENON FH RESPONDE
Congresso  Nacional de Recontrucão de Timor-Leste Frente Revolucionaria de Timor-Leste Independente Partido Democratico Frenti-Mudança FM Partido Socialista Timor Partido do Desenvolvimento Nacional Associação Social-Democrata Timorense União Nacional Democrática de Resistência Timorense União Democrática Timorense Partidu Republikanu Partido Libertasaun Povu 

Aileba Partido Democrática Republica de 

Timor Associação Popular Monarquia Timorense Partido Unidade Nacional Partido Milénio Democrático Klibur Oan Timor Asuwain Aliança Democrática Partido Timorense Democrático Partidu Democrática Liberal Partido do 

Desenvolvimento Popular Partido Democrata Cristão

ATAURO
TIMOR-LESTE
Ami nia mehi ma'ak Liberta ita nia Rain no Liberta ita nia Povo, Ita hotu nia Mehi ma'ak Ukun Rasik An!".


Se Ma'ak Atu Ba Tuur Iha
Palasiu Prezidensial Nicolau Lobato?

Antonio Maher Lopes "Fatuk Mutin"

Francisco Guterres "Lu Olo"

Amorim Vieira

José Neves "Samala Rua"

Jose Luis Guterres "Lugu"

Angela Freitas

Luis Alves Tilman

António da Conceição “Kalohan”

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A JUSTIÇA E A PAZ


A Igreja Católica, sobretudo através do magistério dos últimos papas e do Concílio Vaticano II, louva todos os esforços no sentido da paz. De um modo geral, a paz é, na doutrina social da Igreja, uma virtude eminentemente positiva e uma tarefa nunca acabada. A paz é simultaneamente pessoal e social. No aspecto social, o Magistério relembra os aspectos do desenvolvimento económico, cultural e familiar e, sublinha a harmonia entre o desenvolvimento económico e o progresso social. Neste domínio sublinha-se que não há paz sem justiça e, consequentemente, não há paz sem justiça social. Esta, porém, deve ser movida por uma autêntica caridade social. Como dizia Santo Agostinho, se o amor sem justiça não passa de hipocrisia, uma justiça sem amor não senão crueldade. Com toda a exactidão, portanto, a paz é chamada “obra de justiça” (Is. 32,7).

Muitas vezes os conflitos surgem, porque, não há justiça. Por trás de cada conflito pode notar-se facilmente uma drástica negação de justiça. A injustiça nasce da falta de respeito pela dignidade da pessoa humana e pelo desprezo dos seus direitos fundamentais. Desprezara pessoa humana é prepará-la para o conflito. A justiça fundamenta-se pelo respeito pelos direitos humanos. Justiça e paz não são conceitos abstractos nem ideais inacessíveis; são valores inseridos no coração de cada pessoa, como património comum. Indivíduos, comunidades, nações, todos são chamados a viver em justiça e trabalhar pela paz. Beato João Paulo II havia declarado: “[…] quando os direitos humanos são ignorados ou desprezados, quando a procura de interesses particulares prevalece injustamente sobre o bem comum, então, inevitavelmente está-se a semear os gérmenes da instabilidade, da revolta e d a violência” (João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 1999, nº1).

A exigência de justiça aumenta no mundo actual e a resposta a tal exigência ou não chega ou chega lentamente. O mesmo Beato João Paulo II afirmou também: “Não atender a tal exigência poderia propiciar o irromper de uma tentação de reposta violenta, por parte das vítimas da injustiça, como acontece na origem de muitas guerras. As populações excluídas da partilha equitativa de bens, destinados originariamente a todos, poderiam perguntar-se: porque não responder com violência a quantos são os primeiros a tratar-nos com violência (JP II, Sollicitudo Rei Socialis, 10,2). Tal situação verifica-se não só no âmbito mundial, mas também na vida social de cada País: “há aqueles – os poucos que possuem muito – que não conseguem verdadeiramente “se”r, porque devido a uma inversão de hierarquia de valores, estão impedidos pelo culto do “ter”, e há aqueles – os muitos que possuem pouco ou nada – que não conseguem realizar a sua vocação humana fundamental, porque estão privados dos bens indispensáveis” (Ibidem), 28,6).

Neste período de crise económica, nunca é demais trabalhar pela paz e pela justiça.

Porto, 29 de Janeiro de 2012.
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo
Prémio Nobel da Paz 1996.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.