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“O povo de Timor-Leste está reconstruindo com o seu próprio suor, com o seu próprio sangue uma pátria revolucionaria democrática, uma terra livre para gente livre”.

I N T E R F E T
15 Setembro 1999
O Conselho de Segurança da ONU aprova a Resolução n° 1264,
que autoriza a criação de uma força internacional para Timor-Leste (INTERFET)
TIMOR-LESTE



Interview with Fernando Lasama de Araujo: On the road to democracy, where the streets have no name
Dezenvolvimentu Nasional presija iha Programa nebeé Programátiku
Reasun Oposisaun ba Programa VII gov
Primeiro-ministro timorense não entende críticas a programas..
Oposição exige explicações ao Gov sobre justiça e reforma adm..
Xanana Gusmão quer "ganhar experiência" como oposição..
Governo quer duplicar receitas domésticas com IVA e impostos tabaco...
Masuk Indonesia Tanpa Paspor, 2 Warga Timor Leste Diamankan Polisi
Opozisaun Rejeita, Programa VII Governu, Alkatiri: “Hau Prontu...”
Timor "satisfeito" novo acordo que regula fronteira com Austrália
Comissão confirma acordo entre Timor-Leste e Austrália

 
 
   

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A REVOLTA DE QUELICAI (1912)

Enquanto o governo português intensificava as operações na área de Manufahi, eclodia na zona Quelicai e Laga uma revolta que ficou conhecida como a “revolta de Quelicai”. Na verdade essa revolta ocorreu nos sucos de Bolehá (Laga) e de Lawateri (antigamente pertencia a Kelicai) e Quelicai.

Fontes portuguesas dizem que essa revolta não teve ligação com a grande revolta de Manufahi. E que o motivo principal da rebelião das gentes de Bolehá e Lawateri era o dos impostos e que a revolta ia ser liderada pelo régulo de Vemasse.

Fosse como fosse, no dia 7 de Julho de 1912, o governo mobilizou forças que incluíam marinheiros da canhoeira a Pátria, soldados indianos, moradores dos reinos de Quelicai, Laga, Venilale e Vemasse, Fatumaca e Baucau.

A notícia de um possível ataque à vila de Baucau foi recebida em Díli no dia 28 de Junho de 1912. De facto, dias antes as gentes de Quelicai e Lawateri tinham levado a cabo umas incursões às aldeias situadas a leste vila de Baucau e tinham incendiado uma plantação pertencente a um indiano feitor da “povoação Vieira Rocha”. No dia 29 de Junho, às cinco de manhã, cerca de 400 homens armados em guerra atacaram a casa da plantação. Segundo a mulher do feitor os rebeldes queriam atacar Baucau. Não sabemos onde se situava exactamente essa plantação. Segundo informações recebidas, os “cabecilhas” da revolta era o major Loi-Lari, chefe de Bolehá (Laga), João e António, chefes de Lawateri. Os revoltosos no seu avanço tinham cortado a linha telefónica e estavam concentrados na povoação de Larigua (do suco de Tquinomata).

Foi na base das informações dadas pelo régulo Domingos de Laga dos informadores infiltrados nas zonas do “inimigo” que o governo deu ordens para atacar as zonas rebeldes.

No dia 29 de Junho partia de Díli para Baucau o navio “Dilly” transportando as forças sob o comando do tenente Jaime do Inso. Às forças do governo juntaram-se os arraiais dos reinos de Quelicai sob o comando do liurai do reino de Quelicai Carlos Ximenes, major da 2ª linha; arraiais de Venilale, com o liurai António Guterres, tenente-coronel da 2ª linha; arraial de Laga com o liurai Domingos Gama de Sousa, capitão da 2ªa linha.

Nos primeiros dias de Julho chegava a Baucau o destacamento de Baucau que tinha sido enviado a Manufahi em Janeiro de 1912. Reunindo as forças, o comandante militar de Baucau, Artur Almeida de Cabaço, deu início à marcha sobre Seiçal e Tequinomata.

No dia 7 de Julho, o comandante de Baucau, Artur de Almeida Cabaço” mandava o seguinte despacho para o tenente Jaime do Inso:

“Rebeldes incendiaram povoação de Seiçal esta manhã. Linha telefónica, destruída numa grande extensão. Povoação de Takenanamata vassala, Seus habitantes mostraram bandeira branca e apresentaram-se. Régulo de Laga apresentou-se em Takenamata à uma hora. Povoações Larigoa de Cima e Lairgoa de Baixo tomadas às 4 da tarde, depois de uma dificil resistência, que se puzeram em fuga na direcção da montanha de Kelicai.”

Do dia 7 até 18 de Julho as forças governamentais iriam penetrar nas zonas dos rebeldes, fazendo fogo e desalojando os revoltosos: Okussine, Modoresse, Faco-Lolo, Dana-Tena, Duabere e Onor; a montanha de Duro-Asso, Uluine,.

No dia 14 de Julho as forças governamentais erguiam o seu acampamento em Lawateri. Foi lá que algumas povoações foram prestar vassalagem “apresentando-se, com os chefes, grande número de indígenas trazendo presentes e búfalos, porcos e galinhas, para as nossas autoridade, prontificando-se a pagar o imposto”.

No dia 18, o contingente português acampava na montanha de Betulari. As operações levadas a cabo consistiam a combater e desalojar os rebeldes das cavernas ou furnas de Ira-Osso.

(continua no próximo número)

Porto, 16 de Janeiro de 2012.
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

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