VISAO MISAO OBJECTIVO SPORTIMOR FH KKN HOME FH LPV ARTIGOS FH MUZIKA LIA MENON FH RESPONDE
Congresso  Nacional de Recontrucão de Timor-Leste Frente Revolucionaria de Timor-Leste Independente Partido Democratico Frenti-Mudança FM Partido Socialista Timor Partido do Desenvolvimento Nacional Associação Social-Democrata Timorense União Nacional Democrática de Resistência Timorense União Democrática Timorense Partidu Republikanu Partido Libertasaun Povu 

Aileba Partido Democrática Republica de 

Timor Associação Popular Monarquia Timorense Partido Unidade Nacional Partido Milénio Democrático Klibur Oan Timor Asuwain Aliança Democrática Partido Timorense Democrático Partidu Democrática Liberal Partido do 

Desenvolvimento Popular Partido Democrata Cristão

Ohin, 7 Dezembru, Tinan 41 Liu-ba Indonesia Invade Timor-Leste (1975-2016)
7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste
TIMOR-LESTE
Ami nia mehi ma'ak Liberta ita nia Rain no Liberta ita nia Povo, Ita hotu nia Mehi ma'ak Ukun Rasik An!".


Memoria 7 Dezembru 1975 - Invazaun Militar Indonesia Mai Timor-Leste
Portugal disse aos EUA que não se oporia à invasão de Timor-Leste
Mengungkap Invasi Indonesia di Timor-Timur

Kopassus veterans mark 41 years since Indonesia's invasion of East Timor

Pertempuran sengit & berdarah di Dili, Kopassus Vs Tropaz

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A GUERRA DE MANUFHAI (Continuação)

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

Não foi um mero acaso que os homens de Dom Boaventura mataram o comandante de Same. A morte do Tenente Luís Silva teve precedentes de certa gravidade. Ele era um ríspido que chegou a esbofetear o irmão de Dom Boaventura, o dato Dom Vicente, irmão do régulo. Uma fonte holandesa diz que o oficial português tinha violado a liurai feto, mulher do liurai de Manufahi.

Depois dos incidentes ocorridos na tranqueira de Same no dia 24 e 25 de Dezembro de 1911, o governo português prevendo levantamento dos reinos entrou em preparativos para mais uma campanha contra Manufahi.

Naturalmente do lado dos combatentes de Manufahi já havia muito que os preparativos para a revolta estavam planeados: contacto com os liurais de Raimean, Bubuçuço, Bobonaro, Deribate, etc. Os homens estavam armados com algumas armas de fogo e sobretudo com as chamadas armas brancas: diman (azagaia), surik, catana, flechas, parões, facas, aidona (moca, cacete) etc. Tinham também construído fortificações de defesa nos contrafortes da montanha de Cablac e nas florestas das redondezas de Same. Os locais de guerra mais importantes dos rebeldes timorenses eram as colinas de Riac e de Leo Laco.

Segundo o governador Filomeno da Câmara essa colina estava coberta de densa floresta. Para ali tinham afluído famílias inteiras; e para ali tinham transportado comida, animais.

O professor Réné Pélisser fala dum número que ronda os cinco mil homens. Os portugueses calculam em 8.000 pessoas, entre as quais 3.000 combatentes.

O acampamento dos “revoltosos” de Manufahi estava cheio de trincheiras-abrigo. Os caminhos estavam barrados com sebes de bambu aguçado (luto).

O acontecimento de Same abalou profundamente a população de Praça de Dili. Em 1911, a capital da Colónia não tinha soldados da 1ª linha em número suficiente para defender a cidade. Nesse ano as forças em Timor eram constituídas por 75 soldados moçambicanos, alguns europeus (sargentos, cabos e soldados de artilharia, num total de 40 homens. Para a segurança da praça de Dili foram mobilizados nesse período moradores de Lacló, Manatuto, Piço. O número dos moradores andaria por uns 1.500 homens. O armamento era a espingarda de pederneira, e a Remington, alem da catana e de azagaias. Havia ainda um esquadrão de cavalaria do reino de Batugadé.

A morte do comandante de Same Luís Álvares foi dada a conhecer ao tenente António Joaquim de Almeida Valente, comandante do posto militar de Hatolia, pelo missionário de Suro. Na noite do dia 24 de 1911, o tenente leva ao conhecimento do Governador os acontecimentos de Same. No dia 28 de Dezembro de 1911, os homens de Manufahi e de Raimean atacavam o reino de Suro. Mas o ataque foi repelido pelos homens do liurai de Suro Nai-Cau.

No dia 29 de Dezembro o tenente Almeida Valente parte de Hatolia com 800 homens doas arrais de Mahubo e Deribate, chegando a Suro no dia 30. Os “manufaístas” retiram-se para as suas terras, mas deixam para trás os seus aliados de Bobonaro que devastam o suco de Mau-Ulo.

Conta Jaime Inso, comandante da Canhoeira Pátria, era grande a ansiedade em Díli. Perante as notícias de um assalto à praça de Díli, reuniu-se o conselho de oficiais que debateram duas possibilidades: ir em socorro da vila de Aileu ou defender Díli. O Governador Filomeno da Câmara resolveu ir em socorro de Aileu. Para isso organizou rapidamente uma coluna. A 12 de Janeiro de 1912, marchou para Aileu uma força composta por 200 homens, dos quais uns 25 eram brancos (malae), entre militares e reformados; os restantes eram moradores. Estes moradores eram das companhias de Bidau e Sica (na zona da actual Colmera), sob o comando de Liurai de Motael António Ataíde e do Alferes Garcia. Deram-se os recontros entre as forças governamentais e “rebeldes”. Os manufaístas conseguiram repelir por duas vezes. Mas depois de um terceiro recontro, os homens de Dom Boaventura retiram-se para o monte Cablac.

Entretanto o governador Filomeno da Câmara estabelece uma estratégia de guerra para dominar a região de Manufahi. As operações começariam em Janeiro de 1912 e durariam até o mês de Outubro.

Porto, 3 de Janeiro de 2012

Exclusivo Forum-Haksesuk

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.