VISAO MISAO OBJECTIVO SPORTIMOR FH KKN HOME FH LPV ARTIGOS FH MUZIKA LIA MENON FH RESPONDE
Congresso  Nacional de Recontrucão de Timor-Leste Frente Revolucionaria de Timor-Leste Independente Partido Democratico Frenti-Mudança FM Partido Socialista Timor Partido do Desenvolvimento Nacional Associação Social-Democrata Timorense União Nacional Democrática de Resistência Timorense União Democrática Timorense Partidu Republikanu Partido Libertasaun Povu 

Aileba Partido Democrática Republica de 

Timor Associação Popular Monarquia Timorense Partido Unidade Nacional Partido Milénio Democrático Klibur Oan Timor Asuwain Aliança Democrática Partido Timorense Democrático Partidu Democrática Liberal Partido do 

Desenvolvimento Popular Partido Democrata Cristão

Português segura a independência de Timor CPLP é instrumento para manutenção de Timor como estado soberano Documentário inédito de Max Stahl exibido na Universidade de Coimbra
TIMOR-LESTE
Ami nia mehi ma'ak Liberta ita nia Rain no Liberta ita nia Povo, Ita hotu nia Mehi ma'ak Ukun Rasik An!".


Memoria 7 Dezembru 1975 - Invazaun Militar Indonesia Mai Timor-Leste
Portugal disse aos EUA que não se oporia à invasão de Timor-Leste
Mengungkap Invasi Indonesia di Timor-Timur

Kopassus veterans mark 41 years since Indonesia's invasion of East Timor

Pertempuran sengit & berdarah di Dili, Kopassus Vs Tropaz

domingo, 15 de janeiro de 2012

A GEURRA DE MANUFAHI VIII (continuação)

Os acontecimentos ocorridos nos meses de Maio, Junho Julho de 1912.

Durante os meses de Maio e Junho de 1912, as forças do governo avançavam lentamente sobre o reduto de Cablac. O governador Filomeno da Câmara dirigia as operações. Nesse período o governo dispunha de 21 oficiais, 463 soldados de primeira linha, 597 moradores e 7.757 auxiliares. Estes provinham dos reinos de Fatomasi, Liquiçá, Maubara e Maúbo. Estas forças estavam colocadas á volta de Cablac, e iniciam o ataque no dia 25 ou 26 de Maio.

Mas os manufaistas conseguiram levar melhor sobre os atacantes que foram repelidos. Do alto das montanhas sucediam-se avalanchas de rochas que resvalavam pelas encostas. Os auxiliares retiram-se em debandada deixando dois mortos atrás de si. A 27 de Maio quatro colunas apoiadas pela artilharia voltam ao ataque. Da montanha choviam pedras, rochas, flechas e chumbos. Desta vez, as forças governamentais depois de dispararem 405 tiros nos quais foram gastos 20.000 cartuchos, conseguiram desalojar os “rebeldes”que abandonam o Cablac de Aituto.

Além das forças acima referida, o governo da Colónia contava com a canhoeira a Pátria. Comandado pelo novo comandante Gago Coutinho, o navio largou de Díli, no dia 24, para a costa sul transportando carga, mantimentos, armas e munições para as guarnições que cercavam Leo-Laco, uma das quais era comandada pelo capitão do porto de Díli, 1º tenente Manuel Paulo de Sousa Gentil.

Tinha ancorado no taci mane, em frente de Betano. A presença da canhoeira deu apoio decisivo às tropas em terra, onde se encontrava o 2º tenente Mesquita Guimarães. No dia 27 de Maio, o navio bombardeava Leo-Laco com peças de 100 mm. Embora s marinheiros não vissem os danos causados pelos bombardeamentos, contava-se em Díli, algumas bombas caíram na residência da rainha de Betano, onde estavam reunidos vários datos. Parece que houve vítimas naquela localidade.
No dia 29 de Maio, as forças do governo tomavam Ablai.

O navio fez a patrulha à volta de Betano durante sete dias. No dia 4 de Junho a Pátria regressou a Díli, Entretanto, as forças terrestres iam avençando sobre Riac e Leo-Laco. O capitão Azevedo avançou para as rampas de Caicassa, enquanto o governador descia para Rotuto e Ablai-Dum. O comandante Ramalho realizava rondas ao norte de Cablac para garantir a passagem dos arrais para a zona de Hola-Rua.

No dia 4 de Junho os homens de Dom Boaventura abandonaram o acampamento Leo-Mali, em Tarucuamo, lugar que foi imediatamente ocupado pelas guarnições do governo. Tempo depois os portugueses e os seus aliados tomavam o sitio de Tui-Ura. Os diversos destacamentos iam ocupando zonas de Manufahi. Os tenentes Magalhães e Pinto com os arraiais de Liquiçá ocupam Same; O capitão Faure da rosa, à frente dos arraiais de Baucau ocupava Leorai e as regiões mais a sul. No flanco direito de Cablac o tenente Gentil que tinha ido de Suro acabava de acampar em Leo-Lima. No dia 9 de Junho, o governador estabeleceu o acampamento e quartel-general em Raimera.

A região de Raimera era coberta de densa matagal. Ali os manufaistas tinham construído muros de pedra, sebes de bambu e ramos de árvores para impedir a passagem aos malaes. A tomada de Raimera por parte dos portugueses durou três dias. Finalmente no dia 14 de Junho de 1912, o governador conseguiu ocupar Riamera, depois de ter sido apoiado por um pelotão da 8ª companhia, de oradores e arraias de auxiliares.

Na zona sul, o capitão Faure da Rosa à frente dos moradores de Baucau acabavam de ocupar a região de Turon. Entretanto houve lutas renhidas entre os rebeldes e os moradores. Os “rebeldes” chegavam a atacar de note os postos de Tir-Guer entre Turon e Tir-Ai.

Nos dias 15 e 16 de Junho, as forças do governo punham cerco a Riac que conseguiu resistir até o dia 16 de Julho. Nesse fatídico dia Riac rendeu-se. Foram feitos prisioneiros 4.500 manufaistas. Os valorosos “rebeldes” entregaram 342 espingardas milhares de catanas e azagaias. Mas Leo-Laco continuava inexpugnável! Nesse monte lulic Dom Boaventura iria resistir até Agosto de 1912.

Porto, 13 de Janeiro de 2012.
Dom CARLOS FILIPE XIMENES BELO

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.