VISAO MISAO OBJECTIVO HAKSESUK BOLA FH KKN HOME FH LPV ARTIGOS FH MUZIKA LIA MENON FH RESPONDE
Bloku Unidade Popular Associação Popular Monarquia Timorense Kmanek Haburas Unidade Nasional Timor Oan Partido Esperança da Pátria Partido Socialista de Timor Partido Desenvolvimento Popular Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste Partido Republicano União Democrática Timorense Partido Democrata Cristão Partidu Movimento Libertasaun Povu Maubere Partidu Libertasaun Popular Partido Democratico União Nacional Democrática de Resistência Timorense Partido Unidade Desenvolvimento Democrático Partido Timorense Democratico Frenti-Mudança Partido Social Democrata Centro Ação Social Democrata Timorense Partido do Desenvolvimento Nacional Frente Revolucionaria de Timor-Leste Independente
“O povo de Timor-Leste está reconstruindo com o seu próprio suor, com o seu próprio sangue uma pátria revolucionaria democrática, uma terra livre para gente livre”.

I N D E P E N D E N S I A
28 Novembru 1975
Declaração Unilateral da Independência de Timor-Leste, proclamada pela FRETILIN em 28 de Novembro de 1975
TIMOR-LESTE



Interview with Fernando Lasama de Araujo: On the road to democracy, where the streets have no name
Dezenvolvimentu Nasional presija iha Programa nebeé Programátiku
Reasun Oposisaun ba Programa VII gov
Primeiro-ministro timorense não entende críticas a programas..
Oposição exige explicações ao Gov sobre justiça e reforma adm..
Xanana Gusmão quer "ganhar experiência" como oposição..
Governo quer duplicar receitas domésticas com IVA e impostos tabaco...
Masuk Indonesia Tanpa Paspor, 2 Warga Timor Leste Diamankan Polisi
Opozisaun Rejeita, Programa VII Governu, Alkatiri: “Hau Prontu...”
Timor "satisfeito" novo acordo que regula fronteira com Austrália
Comissão confirma acordo entre Timor-Leste e Austrália

 
 
   

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Xanana: "A própria ONU precisa de uma grande reforma."

O Eça
sebasgut31@gmail.com

Não resisto em publicar mais um excerto do discurso de Xanana Gusmão - que fala da sustentabilidade e transparência - proferido dia 17/5, no Centro de Convenções de Díli.

«E o Mundo precisa de uma grande reforma. As grandes e pesadas organizações, no mundo, precisam de uma grande e profunda reforma a fim de se proceder uma limpeza à casa para, deste modo, adquirirem experiência para poder aspirar a limpar o quintal de outros. A própria ONU precisa de uma grande reforma.

Em 2004, eu, enquanto Presidente da República, Dr. Ramos-Horta era ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros, fomos em visita à Alemanha. O Presidente alemão solicitou a Timor-Leste para apoiar a Reforma na ONU e a sua candidatura ao Conselho de Segurança. Eu disse ao Presidente alemão o seguinte: "A Reforma na ONU não pode limitar-se apenas a admissão de novos membros ao Conselho de Segurança. Tem de haver mesmo uma reforma, porque a ONU é uma organização muito pesada e burocrática, que gasta muito dinheiro... e todos nós constatámos que a pobreza e os pobres continuam a aumentar no mundo inteiro."

Tem de haver, imperativamente, reforma nas agências - agências essas que recrutam num círculo fechado os seus colaboradores para defenderem, apenas de "boca para fora", padrões e 'standards' que não praticam. Os países poderosos e ricos não podem continuar a impor as suas regras ao resto do mundo. E os países pequenos e pobres não podem calar-se e limitar-se apenas a receber e aceitar passivamente recomendações e palavras ocas que entram nos seus ouvidos.

Em Fevereiro, participei na "Jakarta International Dialogue on Defense". Na minha intervenção, desafiei os participantes, civis e militares, da Europa a Ásia, dos representantes da ONU a África e Médio Oriente, para dizer o seguinte: "Porque é que não procuramos uma via, um caminho para acabar com muitas guerras que gastam, em cada ano, biliões de dólares, para que a comunidade internacional possa elaborar um bom plano [de auxílio] para solucionar a falta de água em regiões áridas, sobretudo em África, para que, deste modo, o dinheiro destinado à guerra pudesse salvar centenas de milhões de pessoas, com verdadeira sustentabilidade?"

Nesta conferência também havia um tópico que se relaciona com transparência relativa a ajudas vindas de fora. Falei, em jeito de provocação, das Agências internacionais que gastam enormes somas de dinheiro [no combate à fome], e, em algumas regiões de intervenção dessas agências, uma vez terminada a distribuição de arroz, elaboram grandes e extensos relatórios dizendo que estão a salvar gente da fome para pedir mais dinheiro a fim de continuarem simplesmente a distribuir arroz.

A somar a isto [transparência], temos sustentabilidade, que, hoje em dia, se tornou em uma palavra cara para alguns "experts" nesta nossa querida terra. Algumas Agências ou ONGs, depois de conseguirem financiamento, vêm realizar algum trabalho e, uma vez esgotado o dinheiro, vêm a correr pedir ajuda ao Governo para não encerrarem às portas. No entanto, todos dias, vêm pregar-nos a sustentabilidade. E, também, aqueles timorenses que se tornaram já "experts" vêm todos os dias pregar-nos a sustentabilidade. Porquê? Porque se não berrarem, os financiadores deixam de lhes dar dinheiro, assim também eles já não têm sustentabilidade.»

http://sebasgut.blogspot.com

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.