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I N T E R F E T
15 Setembro 1999
O Conselho de Segurança da ONU aprova a Resolução n° 1264,
que autoriza a criação de uma força internacional para Timor-Leste (INTERFET)
TIMOR-LESTE



Interview with Fernando Lasama de Araujo: On the road to democracy, where the streets have no name
Dezenvolvimentu Nasional presija iha Programa nebeé Programátiku
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

RESPOSTA AO MARI ALKATIRI _ 2ª PARTE

Por : Victor Tavares *

Os Peticionários e Alfredo Reinado

Não é habitual o Mari Alkatiri escrever e expor as suas ideias sobre a situação do país através dos artigos de opinião como hoje. Talvez desta feita pela primeira vez desde 2001. Poderá estar numa nova fase, a fase do combate de conceitos e teorias, nova etapa para retóricas e lançar ofensivas contra o Xanana Gusmão e seus aliados. Ou talvez uma outra e última estratégia de combate político a sério? Só ele é quem mais pertinente explicar.

Sobre os 1/3 dos Soldados das F-FDTL descontentes que posteriormente denominara como Peticionários, as questões agora levantadas pelo ex-PM incapacidade e incompetente aquando este estava no governo como PM, ele nos considera, de que todos nós estávamos alheios dos acontecimentos. Para ele (MA) todos os timorenses estavam como sendo os bebés inocentes que não se percebiam de nada sobre os factos da crise militar e política que culminou com a morte do ex-Major Alfredo Reinado na sequência dos ataques mortíferos paralelos à residência do PR e ao PM no dia 11 de Fevereiro de 2008.

O ex-PM Mari Alkatiri, não se sentia bem desde a sua demissão involuntária em Junho de 2006, para expor os seus ridículos argumentos preto no branco, que no mínimo, para mim, é um acto do desespero é total. Porque, as questões essenciais da crise ele não se referiu nada no seu texto que possa ajudar a fundamentação da posição. Faltou-lhe a palavra sobre a sua falta de competência como governo e PM, resolver atempadamente os problemas no seio das F-FDTL, através do seu ministro que tutelava o cargo de Ministro da Defesa. Nenhum argumento sobre o porque o governo de então não solucionou preventivamente os problemas surgidos dentro das FDTL? Não foi a incapacidade e incompetente que se encontrava o governo liderado pelo Dr. Mari Alkatiri na altura? É sem dúvida, incapacidade e incompetente eram completa!

Sobre o desfecho dos problemas da crise 2006, até aos acontecimentos de 11 de Fevereiro 2008, o Mari Alkatiri não veio trazer uma outra novidade, anão ser que os aqueles argumentos dele que já todos conhecemos desde início. O grande escândalo e vergonhosa formação Esquadrão da Morte (EM) feita pelo seu Ministro do Interior (MI) Rogério Tiago Lobato, Vice Presidente do partido FRETILIN, o vice do presidente Francisco Lu Olo Guterres, que também era Presidente do PN de então, o Mari Alkatiri deitou para o lado abstracto e utopia. Nenhuma palavra nestes largos textos quase 20 páginas.

Como é que pode alguém acreditar um político desonesto, que esconde os factos? Para constatar o lado negro seu que toda vê, faltou-lhe a língua. E mais, sobre o porque a decisão da expulsão dos soldados peticionários pela hierarquia militar com o aval do governo, foi feita na ausência do Chefe de Estado, que também como o Comandante Supremo das Forças Armadas? Porque e com que autoridade o governo da FRETILIN aceitou abruptamente a decisão da hierarquia militar? Não será uma cumplicidade então?

O Mari Alkatiri quer ridicularizar a verdadeira história e mistificar alguns dos factos como sendo mistérios, para imputar as suas responsabilidades dos efeitos causados pelas suas incompetências. Mas toda a gente sabe sobre a nossa história negra, os timorenses não são cegos nem estariam algum dia durante a crise, a sofrer da doença amnésia.

O que o Mari Alkatiri pretende dizer a nós com esta exposição de ideias é pura e simplesmente quer mostrar que ele é como um cordeiro sem pecado, como se fosse um profeta enviado por Deus (utusan tuhan SWA) para o mundo dos timorenses para julgar os culpados da crise militar e politica de 2006.

Ou talvez o profeta com missão de evangelizar a doutrina Marcha de Paz e Eleições Antecipadas, para derrubar o demónio Governo de Facto de Xanana e a Aliança Maioria Perdedora. Se é verdade que ele é o enviado de deus para julgar o Xanana por causa do fenómeno LS/LM e sua demissão do PM, quem serão os “dissipulus” para seguir os passos do profeta? Haverá os seguidores do Dr. Mari Alkatiri para esta missão a procura de paz fictício e eleições antecipadas agendadas para este ano pela direcção da FRETILIN? Não me parece terá, porque os 200.000 eleitos para a promoção estão atraídos pela simpatia do Governo de Facto, são palavras dele (MA), pelo simples facto de o tal demónio Governo liderado pelo Kay Rala Xanana Gusmão esbanja o dinheiro do Fundo Petrolífero, para dar o pão de cada dia aos povos esfomeados. Onde entre os 200.000 eleitos para a promoção poderão estar a beneficiar a política do IV Governo Constitucional? Se for assim, então comprometendo-se a missão do profeta e que pode, em qualquer momento cair no desgraçado profeta, e justificaria no entanto, afinal é um profeta falso, um profeta disfarçado como lobo com a pele do rebanho. Ou um desgraçado vendedor ambulante que anda por ai fora a vender a banha de cobra?

Senhor Dr. Mari Bin Amuden Alkatiri, os timorenses não são enganáveis! Porque, se os fossem, a integração na RI era um facto irreversível e o senhor tornaria como um líder revolucionário pré-histórica sem a pátria e sem o povo. Só para dar uma informação para si, sobre o que se passou durante os 20 anos da ocupação. Os ocupantes fizeram tudo para conquistar o Sagrado Coração do Povo de Timor-Leste. Desde o material até ao moral e espiritual, desde a forma desumana até a forma mais modéstia e digna os indonésios fizeram tudo ao Povo Timorense.

Tenho a certeza de que este pormenor aspecto não aparece minimamente no seu pensamento pois não? Sabe que o povo detesta alguém que quer manipular a consciência dele. Não sou da sua geração mas para falar a verdade dos factos da nossa história, a história viva de todos nós, vossa excelência não é o dono da verdade.

Por isso, não tente enganar as pessoas porque haja gente com visão mais lucidez na forma como se observa, análise e interpreta para chegar a uma conclusão de determinadas situações. Os longos textos seus só encontram o lado que não diz respeito a si. Nas suas explicações sobre o passado, sobre a história revolucionária, passando pela fundação da ASDT, até aos acontecimentos 11 de Fevereiro do ano passado, dos peticionários, dos problemas dos deslocados é uma confusão tremenda.

O senhor contou toda a história ao contrário, o lado negro que na realidade pertence a si você virou ao contrário. Por exemplo, acusou o XG de destruir as FALINTIL e enfraquecer a liderança da FRETILIN. Na realidade o senhor é quem tentou e continua a tentar enfraquecer politicamente o ex-Comandante da Guerrilha Kay Rala Xanana Gusmão. Pela sua ambição do poder, Sr. Mari Alkatiri, e para garantir a segurança do poder, as FALINTIL foi a instituição do estado que submeteu aos interesses da FRETILIN durante você esteve no governo até a crise de 2006, ou seja você e seu partido partidarizou as FALINTIL.

Outros dos exemplos, como não foi o Xanana quem procurou destruir as Forças de Defesa nem criar bode expiatória entre as duas instituições do estado, as F-FDTL e PNTL e a consequência cisão das duas instituições. Sim, pela incapacidade pessoal do ex-PM Mari Alkatiri e incompetência de alguns membros do seu governo que causou a profunda crise depois da independência. Mais, os problemas dos peticionários, do Major Alfredo Reinado, dos deslocados também, o Mari Alkatiri é lacónico, ele pensa ser capaz de resolver por outra via que não seja a solução encontrada pelo governo de Xanana. O que certo é que o governo da FRETILIN não encontrou nenhuma solução desde a crise até ao final do mandato.

Outra contradição mais caricata é o problema da legitimidade do IV Governo Constitucional. Para este doutor, formado em direito e jurista, o IV Governo Constitucional, formado com base nos critérios definidos nos artigos 106º e 85º da Constituição da RDTL, a Aliança Maioritária Parlamentar constituída por quatro partidos mais votados, porém, para Mari Alkatiri é um governo com legitimidade parcial, de facto. Há muitos outros exemplos sobre a história que o Mari contou ao contrário no seu texto. Ninguém percebe qual será o objectivo desta nova estratégia do Mari Alkatiri: Será uma estratégica complementar ao plano Marcha de Paz e Eleições Antecipadas? Ou uma demonstração do desespero porque a direcção e o partido FRETILIN inviabilizou a execução do plano Marcha de Paz com objectivo de derrubar o Governo de Xanana? E a intenção de se voluntariar ao projecto Greater Sun Rise com vista na submissão ao governo do Xanana como será? Ou desta feita para mostrar que os seus soldados já sem balas e os tiros sem alvo do general é sinal da rendição?

È provável…!

Na abordagem da 1ª parte, o Mari Alkatiri com frontalidade contra a política do Governo de Xanana, no que respeito às compras de arroz feito pelo governo. Para Mari Alkatiri, Secretário-Geral da FRETILIN, principal líder da oposição, o governo não devia vender ao povo o arroz, com o preço menos de 60% mais barato. Ele (MA) quer dizer com isso, de que o estado compra o arroz de Tailândia ou da China e vende-o em Timor com a margem de lucro para que haja o retorno do capital investido (compra arroz) mais lucro para encher o cofre do estado. Valha-me deus! Alguma coisa não bater certo! Ou sou eu quem pensa de pernas para o ar.

A obrigação do estado é garantir a sobrevivência do povo. Quando o povo enfrenta as dificuldades causadas pela crise alimentar no mundo ou seca prolongada no país, o estado tem obrigação de procurar satisfazer as necessidades primárias, arranjar alimentos neste caso concreto, para as populações que faltam de arroz. O estado timorense não deve procurar os benefícios a custa do povo em dificuldades ou tirar o lucro do povo esfomeado. O dever do estado é garantir a sobrevivência e bem-estar do povo! As receitas de exploração do petróleo no mar de Timor são para cobrir as necessidades das populações. É para isso é que o objectivo foi traçado para o Fundo do Petróleo. Se este objectivo não está previsto e não está consta na lei que rege o FP, então alguém a feita com má fé. Porque as receitas para a caixa do FP é para aplicar nas necessidades do povo em concreto, no desenvolvimento físico e no bem-estar do povo. É mais que justa se o governo decidiu por bem, de vender o arroz correspondendo o poder de compra das nossas famílias. Se o estado quiser fazer o negócio de bens alimentares e outros bens para as necessidades primárias com fins lucrativos, penso eu, que seria mais vantajoso vende-los num mercado onde a procura é maior onde os consumidores com poder de compra acima dos timorenses. Ai sim, está de acordo os princípios da teoria monetária em ciências económicas e saber aplicar função da gestão empresarial em torno do negócio. O que está em causa aqui não se trata do negócio senhor Dr. Mari Alkatiri. O Governo da AMP está a servir o povo, está ajudar facilitar as vidas das populações, de modo que o povo não continue como “fahi krekas”. A política do governo liderado pelo PM Kay Rala Xanana Gusmão não é política “fo han fahi krekas”. Mas sim, ajudar facilitar a vida das pessoas em dificuldades. O senhor sabe muito bem os dados estatísticos e indicadores económicos sobre o rendimento “per capita” das famílias timorenses. A crise alimentar é global, não apenas em Timor, a crise económica e financeira varre todos os países gigantescos economicamente. Assim com a crise alimentar nomeadamente cereais.

Quanto ao dinheiro «carry over» do OE, eu sou de opinião contrária. Porque o OE apresentado no PN é para aplicar tudo nos determinados períodos ou prazos definidos conforme os programas nele previsto. Portanto, os programas definidos para o Orçamento Geral do Estado terão de ser realista, programático, realizável, e conducente dos objectivos e não de especulação. Admito que o dinheiro de algum período seja transferido, mas só se transfere o saldo do dinheiro de um programa para outros períodos seguintes, para outras áreas, se um programa ou projecto no OE é de carácter não contínua. E não apresenta o Orçamento ao PN sem programas ou os programas que não correspondem orçamento com vista no «carry over», para mostrar que o governo poupa o dinheiro ou saber gerir as finanças públicas, transparente e boa administração, mas ao fim do mandato sem resultados a vista. Assim é que é, uma boa governação com base nas práticas carry over de dinheiro do OE durante todo o mandato? Se pensar no carry over, obviamente um governo sem obras durante toda a legislatura. Ou porque o governo não tem programas ou porque o governo não sabe aplicar o dinheiro nos programas.

Mas, suponho que o Governo da AMP não precisa de lições do senhor para governar o país. Porque, como digo muitas vezes, de que se Dr. Mari Alkatiri soubesse pôr em prática essas ideias, o nosso país e povo não se encontram como estão até hoje, e ninguém nos menospreza as nossas capacidades ou subestimar as nossas ambições e desejos. O senhor já se mostrou o que valia no passado, pergunto, se valeria a pena reeditá-lo. Penso que não é boa altura para o fazer. Por isso, não é má ideia se o Dr. Mari Alkatiri, guardar bem essas ideias ou propostas para poder aplicar num futuro como programas do seu partido. O nosso povo precisa de alguém que trabalha para ele e não precisa de alguém que ensina como é que se trabalha para o povo.

Porque,
se, repito mais uma vez esta afirmação, se vossa excelência soubesse aplicar essa sua teoria talvez não estaríamos neste estado, como evidente.
______________
Fim da 2ª parte

*Editor Fórum-Haksesuk

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