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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

PM XANANA GUSMÃO QUER QUE O PETRÓLEO TIMORENSE BENEFICIE O POVO TIRANDO A FOME

Jorge Heitor

No fim da sua visita oficial a Lisboa, o primeiro-ministro timorense disse que pretende captar investimento português para desenvolver o seu país

O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, declarou ontem em Lisboa que as prioridades do seu Governo de coligação, formado em 2007, são estabilizar o país e resolver os problemas que estavam a ter impacto na vida da população: a situação dos jovens, os cem mil deslocados internos e os 600 militares que deixaram os quartéis em Fevereiro de 2006 e que têm vindo a ser conhecidos por "peticionários".

Timor-Leste vai ser um país produtor de petróleo e as receitas dele em 2008 vão ser 1200 milhões de dólares (930 milhões de euros), destacou Gusmão, segundo o qual "não é justo ter o dinheiro do petróleo no banco, enquanto o povo vive com fome".

Ao referir-se, durante um pequeno-almoç o de trabalho com a imprensa às negociações que logo a seguir iria ter com representantes da empresa saudita Delta Oil, o primeiro-ministro disse esperar que a colaboração dessa e de uma série de outras companhias petrolíferas possa "desequilibrar" a favor de Díli o braço-de-ferro com os interesses australianos.

O objectivo timorense é que o oleoduto do campo de hidrocarbonetos Greater Sunrise vá para o Sul da ilha e não para a região de Darwin, na Austrália.

No segundo dia da sua visita oficial a Lisboa, o chefe da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) contou que 10 por cento do Fundo do Petróleo criado em 2005 pode ser investido, mas o Governo só decidirá como, após consultar o Parlamento. Inquirido sobre se esse fundo poderá ser investido na banca portuguesa, Xanana referiu que todas as alternativas estão a ser consideradas.

O chefe do Governo disse ainda que Timor-Leste quer criar o Banco Nacional de Desenvolvimento, para captar investimento estrangeiro, designadamente português. Nesse sentido, esteve em contacto com a Caixa Geral de Depósitos.

O primeiro-ministro - que almoçou com o seu homólogo, José Sócrates, e o convidou a ir em Maio de 2009 a Díli - admitiu encomendar o computador portátil Magalhães, que considerou muito importante para o ensino da língua comum.

"O país estará totalmente electrificado em 2010", garantiu Xanana Gusmão, que faz um balanço "bastante positivo" da sua governação.

Ao fim da tarde, o visitante explicou ao ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, que Díli está a rever as leis de segurança nacional e do serviço militar, bem como o estatuto da polícia militar; e que pretende que as forças armadas contribuam para o desenvolvimento nacional. 28.11.2008

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