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terça-feira, 10 de abril de 2007

A Viragem Politica em Timor-Leste

Timor-Leste está no sentido de uma viragem a nova etapa no seu percurso desde a independência em 2002. Essa viragem é certamente na origem da situação que se encontra criada pela maioria e a hegemonia do partido maioritário a Fretilin. A liderança da Fretilin fez aquilo que não devia. Governou o país, gozou a legitimidade em nome da assembleia constituinte e afundou-se no abuso da confiança do povo. Agora chegou o momento certo de o povo pedir as contas a Fretilin e os seus líderes sobre a aplicação do princípio e compromisso assumidos por estes aquando povo depositou a sua confiança para que estes possam mudar o seu nível da sua vida.
Infelizmente, nada mudou e tornou-se pior do que o povo esperava da Fretilin. Nunca se ouviu os gritos do povo até muitas das vezes o governo insultou aqueles que o pediram ajuda mesmo apenas para matar a fome. Por outro lado os ouvidos do povo foram enchidos com as notícias de que Timor-Leste está com o tempo de vacas gordas, a dever-se, pelo facto, o cofre do estado se engorda todos os meses com os fundos petrolíferos e que nada a dever ao banco mundial ou FMI. Em paralelo disso o que se encontra nas pessoas ligadas ao partido maioritário onde alguns detêm a maior fatia dos projectos operacionais das acções do estado em nome privado, enquanto o povo mergulha-se na pobreza e as dificuldades cada vez maior. É notório nesta campanha eleitoral para as presidenciais, há uma diferença muito grande entre os candidatos, o candidato Francisco Lu Olo Guterres, percorreu lés a lés em dezenas de caravanas de camiões enchidos pela massa apoiantes. Desde a preparação, os cartazes, a publicidade nos meios de comunicação escrita ou audio-visual, em ambiente luxo como se fosse uma campanha feita noutro país desenvolvido. Aqui e acolá constata um enorme número de despesas feitas para a campanha publicitária deste candidato. Enquanto os outros candidatos excluído Ramos Horta, nunca apareceram nos meios de comunicação social tão contraste como do Lu Olo. É curioso saber quanto custa a campanha eleitoral de cada um dos oito candidatos. Quanto custa ao estado para estas eleições ?
E curiosamente o mundo foi surpreendido, incluindo alguns dos jornalistas estrangeiros que acompanharam a campanha de início até ao fim sobre a realidade dos resultados. Embora provisório mas os números obtidos pelo candidato Fernando La Sama Araújo falam por si. Esse apoio dos eleitores ao candidato do PD é uma nota importante para não esquecer na história da política timorense. Porque, o facto de este candidato nunca se apareceu, nem nos cartazes, nem imagens, nem nos meios electrónicos, nem as caravanas por onde passou. Obviamente, o PD é o partido dos pobres e pessoas simples que se verifica na pele e no perfil do Fernando La Sama Araújo, Presidente do Partido Democrático e candidato a Presidente da República de Timor-Leste. O povo entendeu melhor com este jovem candidato do que com o Francisco Lu Olo Guterres, um experiente da guerrilha nas montanhas apoiado pela Fretilin. Mas esses apoios expressos a La Sama são fundamentados pelos factos de que nem o povo aprova a heroicidade evocada e reclamada pela Fretilin, nem um Dr.José Ramos Horta diplomata experiente e laureado com o Nobel da Paz lhe tira o reconhecimento do Povo de Timor ao simples Fernando La Sama Araújo.
Está tudo dito nestas eleições e a obra está feita ! Por isso mesmo, as surpresas caíram em cima dos que não conhecem a realidade dos timorenses. Convém lembrar de que o apoio expresso por eleitores ao La Sama, o líder mediático da nova geração é precisamente um aviso sério aos líderes da actual direcção do partido maioritário e seu governo para que estes se prestem as contas ao povo. O governo deve preparar o relatório detalhado do seu mandato e apresentá-lo antes do fim do seu mandato, com o objectivo de divulgar ao povo de Timor-Leste e a Comunidade Internacional os números dos fundos no quadro de apoio ao povo Timorense para as melhorias das condições de vida e ao desenvolvimento físico do país. Se não o fizer, ou se existirem equívocos das contas do estado, as autoridades competentes devem investigar todos os detalhes de apoios obtidos dos países doadores para averiguar a amplitude da aplicação de fundos no POE em proporção da ajuda.

Por : Victor Tavares

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