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20080516

Partido Democrático - Solidário com o Povo da República Popular de China

PARTIDO DEMOCRÁTICO
(PD)

Conselho Lideranca Central- Partido Democratico
( CLC -PD)

Rua : Cesar Maria Serparosa No. 6, Farol-Dili ( : ( 670 ) 7243214 / 7255969 *:partido_democratico@hotmail.com

15 May 2008

H.E. Mr Liu Hongcai
Vice Minister International Department Communist Party of China

Excelleny,

On behalf of Partido Democratico I would like to deeply express our sentiment of condolence for the government and the people of China for the tragic earthquaque that have caused the lost of thousands of chinese people’s life. We profundly felt the pain that the Chinese people is experiencing and I would like to express that we are solider with your suffereing in our thought and in our actions.

On behalf of Partido Democratico I praise the Government capacity to immediately provide emergency and humanitarian assistance to the affected areas. I profoundly proud and I trust in the Government ability that a rapid and fruitfull response is continuosly given and that the conditions of the affected areas are soon been recovered.

On behalf of Partido Democratico I take this opportunity to also express our gratitude to the Government of China for the enourmous contribution that is countinously given to build our country which here I am not be able to mention one by one. We higly value your support and we sincerely express our gratitude to all of it.

I look forward for a rapid progress of receovering on the earthquaque impact and our solidarity be with the Government and be with the people of China.

With best compliments

Mariano Assanami Sabino
Secretary General of PD

20080515

Drama na Birmânia

Por: Jorge Heitor*

Existe a hipótese de uma segunda tempestade tropical se abater hoje sobre a Birmânia, 12 dias depois do ciclone Nargis, que deixou dois milhões de pessoas desalojadas e em risco de vida, se acaso as autoridades persistirem na sua atitude isolacionista, isolando as áreas sinistradas e dificultanto a distribuição de auxílio por estrangeiros.As Nações Unidas disseram que a catástrofe é de proporções monumentais e que só poderia ser minimizada se os socorros fossem na escala verificada aquando do tsunami de 2004 no Oceano Índico; mas a verdade é que as tropas do regime militar birmanês estão a impedir os trabalhadores humanitários estrangeiros de chegar às zonas mais necessitadas.O almirante norte-americano Timothy Keating, comandante da armada destacada no Pacífico, esteve com um general da junta que dirige o país e chegou à conclusão de que a mesma parece ignorar a dimensão da tragédia, insistindo em que a situação "está a regressar à normalidade", apesar de muita gente temer que o pior esteja ainda para acontecer, depois dos 34.000 mortos confirmados e das largas dezenas de milhares de desaparecidos.Chuvas e ventos de moderados a fortes são previstos para as próximas semanas, tendo a Organização Meteorológica Mundial dito que, "uma vez que a época das monções se aproxima, os períodos de chuva intensa irão tornar-se mais frequentes". E no entender da Federação Internacional da Cruz Vermelha isso poderá representar "o pior cenário imaginável", no caso de solos saturados levarem a inundações mais graves.O primeiro-ministro da vizinha Tailândia, Samak Sundaravej, esteve ontem com o seu homólogo birmanês, Thein Sein, e não conseguiu convencê-lo a abrir o país a operações internacionais de socorro, nem a emitir vistos para trabalhadores humanitários, tendo Rangum insistido em que é capaz de resolver o problema sozinha, contra toda a espécie de evidências. No entender dos generais que desde há décadas dirigem a Birmânia, não há surtos epidémicos, nem fome, ao contrário do que já admitiu, inclusive, o comissário europeu para o Desenvolvimento, Louis Michel.
Situação apocalípticaUm funcionário da ONU destacado no país, onde representa o Programa Alimentar Mundial, Chris Kaye, afirmou, segundo a BBC, que os militares ergueram mais postos de controlo, de modo a terem a certeza de que os estrangeiros não chegariam às zonas mais afectadas, de modo a tentarem verificar se milhões de pessoas estão ou não a necessitar de auxílio urgente.Tim Costello, da organização australiana Word Vission, disse à Al Jazira que centenas de milhares de sobreviventes do ciclone Nargis enfrentam uma situação "apocalíptica", com sinais evidentes de desinteria, diarreia e dengue. Para já não falar das probabilidades de cólera, malária e mordeduras de serpente.À margem de tudo isto, os traficantes de crianças estão a lançar o seu olhar para os sobreviventes mais novos e vulneráveis da catástrofe, tendo dois deles sido detidos quando tentavam recrutar pequenos separados dos pais e possivelmente órfãos, conforme relatou Anne-Claire Dufay, da Unicef.Perante este panorama, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou pretender uma cimeira extraordinária das Nações Unidas sobre a Birmânia e que o secretário-geral Ban Ki-moon se desloque pessoalmente às regiões sinistradas, já que a União Europeia não teve força suficiente para levar à prática a responsabilidade de a comunidade internacional intervir num Estado que está a falhar no seu dever de proteger o respectivo povo.A ONU consagrou em 2005 esse princípio, pelo menos no papel, mas o mesmo não está agora a ser levado à prática, preferindo algumas chancelarias ocidentais pedir à China, a maior potência asiática, que convença a junta militar birmanesa a abrir sem delongas as suas fronteiras, deixando de parte os tiques próprios de um regime que se considera acossado e que revela um medo doentio de tudo quanto é estrangeiro.

*Jornalista do Público,exclusivo Jornal Público (publico.pt) e Forum Haksesuk!