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terça-feira, 4 de outubro de 2016

FALECEU O MONSENHOR JOSÉ MONTEIRO

FALECEU O MONSENHOR JOSÉ MONTEIRO

Monsenhor José Álvaro Nolasco Santimano Mmenezes e Monteiro

Dom Ximenes Belo
O monsenhor José Monteiro é o único sobrevivente dos missionários da Índia portuguesa enviados a Timor em 1954. É um distinto sacerdote e um zeloso pastor de almas. Nasceu na freguesia de Taleigão, concelho das Ilhas, Goa, Estado da Índia Portuguesa, no dia 16 de janeiro de 1923. É filho de Casimiro Esaurino Vespasiano Miguel do Rosário Meneses e Monteiro e da senhora Dona Maria Lucília Artemisia Santimano. Frequentou o ensino primário oficial em Taleigão; a seguir, o ensino secundário no Seminário Patriarcal de Rachol, Goa. Cursou a Filosofia no mesmo seminário a Teologia no Seminário Maior Patriarcal de Rachol. Recebeu as ordens menores das mãos do Senhor Dom José da Costa Nunes, Arcebispo de Goa, Damão e Diu e Patriarca das Índias Orientais. Foi ordenado diácono na igreja de Nevelim pelo bispo auxiliar de Bombaim, Bispo Valeriano Gracias. Foi ordenado sacerdote na igreja do Seminário de Rachol por Dom José Alvarnaz, Arcebispo de Cochim no dia 19 de outubro de 1947. Já sacerdote foi nomeado prefeito das aulas no Seminário Patriarcal de Rachol (1947-1948). Mais tarde, é professor de Filosofia e Latim no St. Joseph’s Seminary de Allahabad, Índia (1948-1951). Depois é nomeado  professor de Português e de Religião no “Mater High School” (liceu inglês) em Goa, e ao mesmo exerce o cargo de capelão da capela de Ararim, Saligão, Goa (1951-1953).

A 2 de novembro de 1953 era nomeado missionário em Timor Português, pela Portaria n.º 138, da arquidiocese de Goa, e chega a Díli no dia 1 de março de 1954. Tendo recebido a nomeação da diocese, é colocado no Seminário de Nossa Senhora de Fátima como professor e era também professor na Escola de Professores-Catequistas que funcionava junto do seminário. Em 1955, era nomeado vigário cooperador da missão de Ermera, onde permaneceu até 1957. No verão desse ano é de novo transferido para o seminário de Dare. Em 1958, recebe a nomeação de chanceler da Câmara Eclesiástica. Um ano depois, é nomeado vigário cooperado da missão de Baucau, onde exerce o ministério até 1960. Ao fim de seis anos de serviço na diocese, parte para Goa para a licença graciosa. Regressando a Timor, é de novo colocado missão de Ermera (1961-1963), sendo depois nomeado superior da missão e exercendo este cargo até 1967. De 1968 a 1972, ocupa o lugar de procurador da diocese de Díli. Além disso, servia como capelão do hospital e lecionava Deontologia médica na escola de Enfermagem de Díli. Em 1971, foi nomeado diretor do Colégio Bispo Medeiros, em Lahane (1971-1974); era ainda professor de Filosofia no Seminário de Nossa Senhora de Fátima, em Dare (1972-1974). Em 1974, era nomeado diretor do Externato S. José e acumulava o cargo de professor de Latim e de Religião no Liceu “Vieira Machado” (Díli). Gozou a licença graciosa em 1974, e, depois de merecido repouso, voltou a Timor, sendo nomeado pároco da paróquia de Motael (Díli). Depois da invasão das forças indonésias a Timor, continuou como pároco e exerceu ainda o cargo de diretor da Assistência Social da diocese. Em 1983, foi nomeado pároco da paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Becora, onde desenvolveu intensa atividade religiosa, educacional e social. No ano de 2005, foi-lhe atribuído o título de monsenhor. Faleceu em Díli, no dia 1 de outubro, pelas 20.30 horais locais de Timor-Leste.

À Diocese de Díli e aos Familiares, apresento sentidas condolências.

Porto 1 de Outubro de 2018
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

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