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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Tinan Atus Lima: Kapítulu 32 – Governador José Celestino da Silva (1894-1908)

500 ANOS – TINAN ATUS LIMA  Emar Timor Ho Malae Mutin Hasoru Malu  
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

Kapítulu 32Governador José Celestino da Silva (1894-1908)

Iha governador sira let, iha Timor, iha ida ne’ebé naran boot: José Celestino da Silva. Ema balu temi nia hanesan “rei de Timor/Liurai Timor nian”. Timor oan barak kuñese Sociedade Pátria e Trabalho iha Dili no plantasaun kafé iha Fatubessi. Buat ne’e hotu mai hosi Governador Celestino da Silva no descendentes sira. Nia belun diak ho liurai Portugal Dom Carlos I. Emboot nee moris iha Vilar de Nantes, ´Concelho de Chaves, Portugal iha 6 janeiru 1849. Nia tama ba tropa hodi tuir Cavalaria. Niania obra iha Timor: Iha nia tempu, Timor sai Distrito Autónomo, independente hosi Macau, e ikus mai sai Província Ultramarina, ne’ebé hamriik mesak. Nia mak hakiak “Comandos militares”ne’ebé ikus mai sei nakfilak ba “postos administrativos”. Ita hakarak hatene karik istória Distrito ka Munisipiu (ou Circunscrições Administrativas e Postos Adminsitrativos) iha Timor laran, ita tem ke kaer politika Celestino da Silva nian. Komandu militar sira mak tuir mai nee: Batugadé, Bobonaro, Maubara, Liquiçá, Aipelo, Hatolia, Manufai, Central do Sul, Central Norte (ho sede iha Motael no ikus mai iha Aileu), Remexio, Manatito, Baucau, Viqueque, Lautém no Oe-cusse.

Nia haluan plantasan kafé, nuu no ai-moris seluk, hanesan tali-balanda (sisal) no kabaz, (algodão) no ai-borracha, no tabaku. Maibé, emboot Celestino da Silva, militar ida makaas iha pasifikasaun de Timor. Dehan katak nia mak funu hasoru reinus “revoltosos” atu harii kolónia ida ne’ebé iha paz no dezenvolvimentu. Nia organiza “campanhas” ka funu hasoru reinu Same ho nia liurai Dom Duarte da Costa Souto Maior; funu hasoru Quelicai no reinu Cová no Sanirin. Nia mak hatun Liurai Baucau, Dom Manuel dos Reis, tanba liurai ne’e hakarak kaben ho ema feto hosi Kisar (Dalahetu), ne’ebe nia relijiaun protestante. Nia mos haruka duni sai hosi Timor amo lulik Victorino Domingos dos Reis.

Iha aspetu edukasuan Governador Celestino da Silva harii eskola iha Baucau no Liquiça; harii mos ospital nomaternidade iha Dili. Celestino da Silva hetan inimigos barak, hosi nia maluk malae mutin. Bainhira ema oho Dom Carlos, liurai Portugal, (1908), nia husu atu tun hosi ukun. Nia mate iha tinan 1911.Ninia patente aas liu mak General de Cavalaria.

Osan Timor Português naran “Escudo” ne’ebé uza iha Colonia de Timor, hahú 1959 to’o 1975, lori Governador José Celestino da Silva nia retratu: notas, de 30$00, 60$00, 100$00 e 500$00.

Livru ne’ebé nia hakerek: “Instruções para os Comandantes Militares do Distrito de Timor”;

Ho vénia há’u apresenta hanesan “anexo” artigo hosi senhor António Teixeira Homem:
Durante os 12 anos de penetração, toma medidas administrativas, sociais, de cultura, saneamento e fomento agrícolas, tais como:
  1. - Construção de 22 postos militares de defesa, soberania e penetração;
  2. - Ligação dos postos (que não distavam mais de 40 kms) por estrada de penetração e escoamento de produtos;
  3. - Criação de uma escola de ensino oficial em Díli e outra agrícola em Remexio;
  4. - Distribuição dos alunos saídos da Escola Agrícola pelo interior do território com vista à divulgação das técnicas agrícolas;
  5. - Introdução da seringueira e do tabaco de qualidade bem como desenvolvimento das culturas do arroz, milho e café;
  6. - Introdução de árvores de fruto tais como pessegueiros, ameixieiras, figueiras e nespereiras criando postos de venda em feiras e mercados;
  7. - Criação de um horto para o fornecimento de sementes e plantas aos postos militares e distribuição gratuita às populações;
  8. - Proibição de corte do sândalo em toda a costa norte como forma de protecção da espécie, medida que vigorou até 1956;
  9. - Fundação da Sociedade Agrícola Pátria e Trabalho;
  10. - Condução das populações para a aprendizagem das técnicas agrícolas e de ofícios;
  11. - Administração da Justiça em conformidade com os usos e costumes nativos;
  12. - Drenagem e aterro de pântanos em Díli, abertura de ruas e avenidas, fundação do Museu, construção do Hospital e de casas para funcionários;
  13. - Captação, transporte e fornecimento de água a Díli, construção do cais acostável no porto da capital;
  14. - Ligação telefónica com cerca de 500 kms entre os vários postos militares;
  15. - Estabelecimento de ligações marítimas regulares com Macau e Austrália”.

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo
Premio Nobel Paz 1986

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