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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Despartidarização da luta e Santa Cruz foram momentos chave - Ramos Horta

40 anos/Timor-Leste: 
Despartidarização da luta e Santa Cruz foram momentos chave 
– Ramos-Horta

Jose Ramos-Horta
Díli, 19 nov (Lusa) – A despartidarização da luta contra o invasor indonésio e o massacre no cemitério de Santa Cruz, com o aumento da pressão a nível internacional, foram para o ex-Presidente José Ramos-Horta momentos chave da luta pela libertação timorense.

Em entrevista à Lusa, por ocasião do 40.º aniversário da proclamação da independência de Timor-Leste, Ramos-Horta recordou ainda as dificuldades da falta de dinheiro nos primeiros anos em Nova Iorque, em que teve o apoio de Moçambique e Angola e como tudo mudou depois de lhe ter sido atribuído o Nobel da Paz, em 1996.

Para Ramos-Horta foi “importantíssimo” o facto de Xanana Gusmão ter revertido uma decisão anterior de radicalizar a Frente de Libertação do Timor-Leste Independente (Fretilin), retomando o conceito de “frente” e avançado com a despartidarização das Falintil, que se tornou o braço armado da resistência.

“Xanana herdou decisões do Bureau Político, na altura liderado por elementos da ala marxista-leninista, e informou-nos em 1983 que a Fretilin tinha sido convertida em partido marxista-leninista e nós no exterior eramos livre de aderir ou não”, explica.

“Fui o único no exterior que não aderiu ao novo partido. Mas disse que, seja quem for, no interior estiver a dirigir a luta, independentemente da sua ideologia, apoiarei”, recorda.

Pouco tempo depois Xanana invalida a linha do marxismo-leninismo e regressa ao conceito da frente nacional, despartidarizando as Falintil, num “caso único em que forças armadas de libertação deixaram de estar sujeitas a um partido político, a um movimento”.

“Antes da queda do muro de Berlin, Xanana Gusmão já tinha optado pelo multipartidarismo, pela liberdade democrática. É uma das grandes decisões de Xanana e é preciso tirar-lhe o chapéu”, insiste.

Anos depois surge um novo momento, mercê da decisão indonésia “sob pressão de Mário Carrascalão”, então governador nomeado pela Indonésia, de começar a abrir Timor-Leste ao exterior.

“Isso permitiu a vinda de jornalistas e isso foi instrumental. Santa Cruz teve impacto pelo simples facto de estarem aqui câmaras e jornalistas que filmaram e isso correu mundo. Porque houve massacres piores, em 1975 no dia da invasão, centenas e centenas morreram, por exemplo, e isso não teve impacto nenhum no mundo”, considera.

“Mas era necessário que nós, face às imagens de Santa Cruz não deixássemos o mundo voltar ao esquecimento. Isso é fácil e acontecia sempre. Hoje é notícia, massacre, tragédia, fala-se umas horas e depois acabou”, considerou.

O grande desafio, reconhece, foi não permitir que Santa Cruz, onde morreram mais de 250 pessoas, fosse esquecido: “capitalizámos no massacre de Santa Cruz e nunca mais o mundo voltou a dormir”.

Todos esses momentos, disse, destacam-se ainda por terem servido para unir os timorenses que em 1975 viveram grandes divisões que se mantiveram inclusive nos primeiros anos de ocupação, com as “grandes purgas dentro da Fretilin”.

“Quantos combatentes patriotas morreram, o caso do Xavier do Amaral, do sargento Aquiles e tantos outros bem treinados. Houve exageros aqui dentro. Porque lá fora podia haver todos os exageros mas não houve uma única vida perdida. No interior as diferenças pagaram-se, cobraram-se com vidas”, insiste.

Apesar de subsistir algum ressentimento, Ramos-Horta destaca o que considera ser a “enorme capacidade do timorense de esquecer ou de perdoar ou de deixar passar”.

“As primeiras vítimas em 75 foram gente da Fretilin, estudantes, foram mortos por elementos da UDT [União Democrática Timorense]. Depois a Fretilin assume controlo de Díli e pagou de volta o que a UDT fez. Durante a guerra civil, morreram pessoas mas não da escala que veio a seguir”, relembra.

“Mesmo com a indonésia já cá em Timor-Leste houve purgas internas, elementos que eu conheço, são membros do Governo, e cujos pais foram mortos pela Fretilin. Mas nenhum guarda qualquer rancor à Fretilin”, recorda.

Ramos-Horta rejeita argumentos dos que acham que Timor ainda está, de alguma forma refém de 1975 e explica que já passaram muitos anos e muitos acontecimentos, alguns tão ou mais trágicos.

“Nem os eventos maiores, os maiores massacres do tempo indonésio, ou de 1999 [massacre que se seguiu à consulta popular pró-independência]determinam o comportamento das pessoas de hoje”, garante.

ASP // EL
Lusa/Fim
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