VISAO MISAO OBJECTIVO SPORTIMOR FH KKN HOME FH LPV ARTIGOS FH MUZIKA LIA MENON FH RESPONDE
Congresso  Nacional de Recontrucão de Timor-Leste Frente Revolucionaria de Timor-Leste Independente Partido Democratico Frenti-Mudança FM Partido Socialista Timor Partido do Desenvolvimento Nacional Associação Social-Democrata Timorense União Nacional Democrática de Resistência Timorense União Democrática Timorense Partidu Republikanu Partido Libertasaun Povu 

Aileba Partido Democrática Republica de 

Timor Associação Popular Monarquia Timorense Partido Unidade Nacional Partido Milénio Democrático Klibur Oan Timor Asuwain Aliança Democrática Partido Timorense Democrático Partidu Democrática Liberal Partido do 

Desenvolvimento Popular Partido Democrata Cristão

Ohin, 7 Dezembru, Tinan 41 Liu-ba Indonesia Invade Timor-Leste (1975-2016)
7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste 7 Dez 1975 Indonesia Kamat Timor-Leste
TIMOR-LESTE
Ami nia mehi ma'ak Liberta ita nia Rain no Liberta ita nia Povo, Ita hotu nia Mehi ma'ak Ukun Rasik An!".


Memoria 7 Dezembru 1975 - Invazaun Militar Indonesia Mai Timor-Leste
Portugal disse aos EUA que não se oporia à invasão de Timor-Leste
Mengungkap Invasi Indonesia di Timor-Timur

Kopassus veterans mark 41 years since Indonesia's invasion of East Timor

Pertempuran sengit & berdarah di Dili, Kopassus Vs Tropaz

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Ainda é cedo para se escrever a História de Timor - Escritor Luís Cardoso

Ainda é cedo para se escrever a História de Timor 

Luís Cardoso
Timor-Leste ainda está a edificar e consolidar do Estado, o que se reflete também nas áreas da Cultura e da História, que estão a dar os primeiros passos, defendeu hoje o escritor timorense Luís Cardoso.

Numa entrevista à agência Lusa, em Lisboa, Luís Cardoso lembrou que a independência de Timor-Leste, a 28 de novembro de 1975, teve "intervalos" - com a ocupação indonésia -, que "inviabilizaram naturalmente" o espaço cultural, nas suas várias vertentes, e da História do país.

"Já se pode falar numa cultura timorense, mas ainda passa muito pela identidade e diversidade cultural, ainda em construção. Estamos a dar os primeiros passos na consolidação dessa identidade cultural", sustentou o autor, natural de Cailaco, no distrito de Bobonaro, onde nasceu a 08 de dezembro de 1958.

"Estamos a começar. São 40 anos, em que parte deles foi vivido durante o tempo da resistência, o que não permitiu às pessoas com arte e engenho ter disponibilidade para escrever, pois muitas delas foram dizimadas", salientou, realçando que as portas estão abertas para que tal aconteça.

Salientando que a experiência dos outros países lusófonos irá ajudar Timor-Leste nessa tarefa, Luís Cardoso, que não pensa, para já regressar definitivamente a Timor-Leste por razões familiares e de saúde, insistiu na ideia de que o país é ainda "uma criança", que necessita de tempo para crescer.

"Estamos a escrever. Cada um tomou as suas notas, foi buscá-las ao baú das memórias. Acredito que, em breve, possam aparecer aqui para o público, livros, histórias, memórias de timorenses sobre este tempo de luta", disse, lembrando Xanana Gusmão ou de Taur Matan Ruak, cujos depoimentos serão "importantíssimos".

Para o autor de "O Ano em que Pigafetta Completou a Circum-Navegação" (2013), a elite timorense "ainda está a ocupar o tempo" na política, na educação, nas universidades ou nas empresas, necessitando de se esperar mais um pouco para que tenha disponibilidade para refletir sobre o passado, embora também já exista uma nova geração que está interessada em escrever sobre o país.

Segundo Luís Cardoso, que recusa o epíteto de "referência" da literatura" timorense, há muitos jovens que estão a começar a escrever, tanto em português como em tétum, a quem falta um pouco mais de divulgação por parte da comunicação social local, lusófona e internacional.

A língua portuguesa, acrescentou, está a implantar-se aos poucos, sobretudo entre os jovens, em Timor-Leste - "há muita gente que fala muito bem o português e tem muito orgulho nisso" -, fruto da cooperação a esse nível entre Lisboa e Díli, mas o caminho ainda é longo.

"Provavelmente, não iremos falar o português de Portugal, mas o português de Timor-Leste, com todas as nuances que tem o imaginário timorense. Por exemplo, «boca do mar», em tétum, é «praia» em português. Porque não transmitir essas metáforas todas para a Língua Portuguesa? Em vez de dizer «vou à praia» porque não «vou à boca do mar». É muito mais doce", exemplificou.

"Será uma espécie de língua franca. O português falado, não o escrito, será sempre uma língua franca em Timor-Leste. Temos um compasso, uma respiração, uma maneira diferente de dizer e utilizar as palavras da de um português", sublinhou.

Luís Cardoso considerou que seria "sempre um mau ministro em qualquer parte do mundo" e que recusaria um qualquer cargo governamental na área da cultura, disse, "por uma questão de identidade pessoal", optando por se manter como escritor enquanto a crítica literária for boa.

O autor iniciou os estudos em Timor-Leste e completou-os em Portugal após o 25 de abril de 1974, não tendo presenciado a guerra civil e a invasão e ocupação indonésias, e formou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa.

Além de "O Ano em que Pigafetta Completou a Circum-Navegação", Luís Cardoso é autor de "Crónica de uma Travessia" (1997), "Olhos de Coruja, Olhos de Gato Bravo" (2001), "A Última Morte do Coronel Santiago" (2003) e de "Requiem para o Navegador Solitário" (2007).

Fonte http://www.rtp.pt/noticias/cultura/ainda-e-cedo-para-se-escrever-a-historia-de-timor-escritor-luis-cardoso_n876590
Lusa 25 Nov, 2015, 06:56 | Cultura

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.