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“O povo de Timor-Leste está reconstruindo com o seu próprio suor, com o seu próprio sangue uma pátria revolucionaria democrática, uma terra livre para gente livre”.

7 Dezembru 1975
Invazaun Militar Indonesia nian ba Timor-Leste
TIMOR-LESTE


Interview with
Fernando Lasama de Araujo: On the road to democracy, where the streets have no name

 
 
   

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A GUERRA DE MANUFAHI PRIMEIRA FASE DA GUERRA

Para a grande revolta de 1911 e 19112, o Régulo Dom Boaventura havia estabelecido contactos com vários reinos: Atabae, Atsabe, Cailaco, Deribate, Ermera, Matata, Punilala, Suai, Leimean, Bibuçuço, Alas, Turiscai, Lequidoe, Raimean, Suai, Cová, etc.

No mês de Janeiro de 1912, várias povoações revoltaram-se abertamente contra o governo. Fontes portuguesas falam de levantamentos em Manucate, Lequidoe, Hatobessi, Fatuboro, Babulo, Tumau, Babulo, Loto-Po, Alas, Leolima, Aituto. Os combatentes de Manufahi e seus aliados, exibiam a antiga bandeira azul branca (da Monarquia portuguesa), ao passo que as forças governamentais exibiam a nova bandeira, verde-rubra, adoptada pelo novo Regime republicano.

O governador Filomeno da Câmara prevendo um levantamento geral, toma a iniciativa de ocupar Aileu e Maubisse para travar o avanço dos rebeldes sobre a Praça de Díli.

O dia 5 de Janeiro de 1912 marcou o começo das operações contra os rebeldes Manufaistas. Nesse dia, o tenente António Joaquim de Almeida encontra-se em Suro para defender aquela povoação e rechaçar os ataques dos rebeldes de Manufahi. No dia 6, teve de regressar a Hatolia, porque tinha começado uma rebelião chefiada pelo antigo régulo D. António, que foi morto no local. Em meados de Janeiro, o tenente Almeida reúne um contingente formado por um oficial, seis sargentos, dois soldados europeus, 260 moradores e cinco voluntários europeus e auxiliares de Deribate, Maúbo, Maubara e Fatumasi. Nesse contingente incorporou-se o missionário de Maubara, o padre Manuel Ferreira.

No dia 12 daquele mês parte o primeiro contingente de forças governamentais para Aileu sob o comando próprio governador. No dia 17, os revoltosos pretendem atacar Aileu, mas denunciados pelo chefe do suco de Saboria, Brás, são rechaçados. No dia 19, registam-se combates entre “revoltosos” e moradores fiéis ao governo, nas balizas de Bibiçuço. Foi preciso mobilizar contingentes de Alas, Betano e Manufahi, para combater os rebeldes naquela zona. Desse combate em Bibiçuço, registaram quinze mortos do lado dos “revoltoso e 2 do lado do governo.

Para dominar Bibuçuço, o governo mobilizou 2.950 combatentes de Vemasse, Laclubar, Samoro, Laleia, Cairui, Ossú, Ossoroa e Venilale. Os arraiais governamentais eram comandados por um alferes e um sargento e marchavam ostentando a bandeira real portuguesa.

A 31 de Janeiro libertam as zonas circundantes da Missão de Soibada. A 4 e 5 de Fevereiro esses arrais fizeram tal chacina, que segundo um cronista, o massacre dos rebeldes dava para encher um rio.

Por outro lado, na zona de Ermera, na povoação de Umboe, o comandante de Hatolia, António de Almeida Valente conseguiu dominar uma revolta que eclodiu naquela zona matando 66 rebeldes. Almeida Valente recebe ordens do governador para marchar com todas as suas forças sobre Aileu. Parte para Aileu a 29 de Janeiro mas antes disso, reforça a defesa de Ermera, Hatolia e Atsabe com guarnições que reuniam mais de 340 moradores.

Nos princípios do mês de Fevereiro de 1912, o governo reuniu em Aileu oito oficiais, 51 soldados da 1ª linha, 14 voluntários, 364 moradores e 2070 timorenses (irregulares). Provavelmente a 1 ou 2 de Fevereiro, as forças governamentais marcharam m sobre Lelai e no dia 3 fizeram escalada em Rai-Rema. Resultados Dos combates travados entre os “revoltosos e forças leais ao governo: Da parte dos timorenses revoltoso, registaram-se 360 mortos e 320 feridos, Da parte do governo, houve 24 mortos e 33 feridos.

Porto, 4 de Janeiro de 2012.
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

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