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Entrevista
a Nicolau dos Reis Lobato


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

EDUCAÇÃO PARA A PAZ

A última Mensagem do Papa Bento XVI para o 45º Dia Mundial da Paz versa o tema da “Educar os Jovens para a Paz e a Justiça”.

Etimologia da “educação”

A palavra “educação” segundo alguns pedagogos, provém do verbo latino “educare”, que, no seu sentido mais primitivo, significa criar, alimentar. Outros fazem-na derivar do verbo “educere”, composto da preposição ex, que indica direcção para fora, e do verbo educere (conduzir), significando, por isso tirar de dentro para fora.

O Papa Bento XVI sublinha este segundo aspecto. Diz o Papa: “A educação é aventura mais fundamental e difícil da vida. Educar – na sua etimologia latina educere – significa conduzir para fora de si mesmo ao centro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa”.

No entanto estas duas raízes etimológicas completam-se para nos dizerem que a educação supõe dois movimentos: um de dentro para fora: o desenvolvimento; outro, de fora para dentro: a ajuda, o alimento, o apoio, a orientação dos outros. Partindo deste princípio pode-se “definir a educação como desenvolvimento integral, harmonioso e progressivo da pessoa humana à sua plena maturidade” (Américo Veiga, A Educação Hoje”, 2005, p. 13).

A palavra “educação” designa o processo global da sociedade pelo qual as pessoas e os grupos sociais aprendem a assegurar conscientemente no interior da comunidade nacional e internacional e em benefício desta, o desenvolvimento integral da sua personalidade, das suas capacidades, das suas atitudes, das suas aptidões e dos eu saber.

A educação para a paz é um processo para incutir nas pessoas uma nova maneira de ver, de entender e de viver o mundo. A verdadeira educação para paz é aquela que leva as pessoas a acreditarem nos valores positivos: a importância da vida humana; a fraternidade humana, a cooperação internacional, o respeito e a tolerância, o diálogo, etc.

Como vivemos numa “aldeia global” a educação para a paz deve caracterizar-se pela compreensão e respeito de todos os povos, das suas civilizações, dos seus valores e dos seus modos de vida, incluindo as culturas da etnias nacionais e de grupos minoritários; a educação para a paz deve apontar para capacidade de comunicar com os outros, a consciência não só dos próprios direitos, mas também dos deveres que os indivíduos, grupos e nações têm para com os outros; a educação para paz deve criar nos indivíduos a vontade e capacidade de resolver os problemas das suas comunidade, dos seus países de do mundo.

Os programas ou as áreas para uma verdadeira educação à paz: a) a aprendizagem de uma cidadania democrática; os direitos humanos, a democracia e a tolerância; paz e segurança regionais e internacionais; o desenvolvimento económico, e social sustentável; livre circulação de informação e conhecimentos, os valores éticos; a prática de virtudes como: a justiça, solidariedade, generosidade, perdão, etc.
Todas as componentes da sociedade devem envolver-se no processo da educação para a paz:

1 - Os próprios indivíduos: a vontade firme em educar-se e formar-se para uma cultura de paz interior e de paz social. A paz interior é a tranquilidade de espírito proveniente da capacidade de domínio das paixões (ódio, vingança, ira, etc.), e da consciência de estar em comunhão de amizade com Deus e com o próximo. A paz social ou a paz exterior é a tranquila convivência com as pessoas e com as coisas criadas.

2 - A Família: Neste contexto, os pais são os primeiros educadores dos filhos. A família é a primeira escola de valores e de virtudes.

3 - As instituições educativas (o jardim infantil, a escola, a universidade): são espaços para a formação de personalidade dos alunos no serviço à comunidade, no respeito pela diferença e no espírito de colaboração.

4 - As religiões: as religiões contribuem para a educação da paz quando incutem nos seus seguidores o sentido do Absoluto, a capacidade de admiração e de espanto perante o belo, o bem e o justo; quando ensina as virtudes de respeito, tolerância, perdão e amor. As religiões devem ser factores de paz, de tolerância, de colaboração e de respeito.

5 - Os Estados: os estados têm o papel fundamental na educação dos seus cidadãos: através de políticas que desenvolvam nos educadores uma ética de valores morais culturais e religiosos; através de programas de conhecimentos interdisciplinares sobre os problemas mundiais da guerra, da fome, da destruição do meio ambiente, da corrupção, da corrida ao armamento e do fabrico de armas de destruição maciça. O Estado poderá ser um promotor de paz quando os governantes evitam a corrupção, as injustiças, a exploração, evitando a descriminação e criando uma sociedade justa, fraterna e solidária.

(continua no próximo número)

Porto, 2 de Janeiro de 2012.
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

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