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terça-feira, 8 de junho de 2010

Xanana: exemplo da Woodside na Mauritânia requer cuidado

FH/8/5/2010

O assessor da imprensa do Primeiro Ministro, António Ramos disse que o primeiro-ministro se limitou a transmitir a posição conhecida do governo timorense, “que não mudou, nem uma vírgula”.

O primeiro-ministro de Timor-Leste aconselhou hoje os timorenses a terem cuidado com as acções da empresa petrolífera australiana Woodside no país, depois dos «problemas que criou» em África. Xanana Gusmão referia-se ao diferendo entre a petrolífera australiana e o seu governo, relativo à exploração de gás do campo Greater Sunrise, durante uma deslocação pelo país, para apresentar o Plano Estratégico de Desenvolvimento.

A Woodside escolheu fazer uma plataforma flutuante para processar o gás, mas o governo timorense não está disposto a aceitar a escolha e exige que seja estudada a construção de um gasoduto para Timor-Leste. De acordo com a imprensa australiana, o primeiro-ministro timorense proferiu declarações segundo as quais Timor-Leste “está preparado para renunciar aos biliões de dólares dos campos Greater Sunrise”, bem como críticas à nomeação do diplomata australiano Brendan Augustin como representante da Woodside no país.

De acordo com o jornal The Age, Xanana Gusmão disse que Brendan Augustin, que se encontra ao serviço da Woodside com licença sem vencimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros australiano, havia falhado “uma operação avultada na Mauritânia, que se desmoronou no meio de alegada corrupção, negociatas e um golpe”.

Contactado pela agência Lusa, o assessor de imprensa do primeiro-ministro, António Ramos, disse que “é a interpretação da imprensa australiana" das palavras de Xanana Gusmão. “O que ele afirmou foi que Itálicoa Woodside criou problemas em África, nomeadamente na Mauritânia, e temos de ter cuidado”, disse. Segundo o mesmo jornal australiano, Xanana Gusmão acusa o consórcio liderado pela Woodside de estar a pressionar para fazer vingar a escolha de uma plataforma flutuante, com o objectivo de desenvolver novas tecnologias, já que seria a primeira do mundo no seu género. “Xanana disse que o país não está disposto a pagar o preço de uma tecnologia não comprovada para beneficiar empresas estrangeiras e accionistas”, refere o diário australiano.

Sobre essa afirmação e a determinação de abdicar, se necessário for, dos rendimentos que a extracção de gás do campo de Greater Sunrise podem proporcionar, António Ramos disse que o primeiro-ministro se limitou a transmitir a posição conhecida do governo timorense, “que não mudou, nem uma vírgula”.

Fonte: noticiaslusofonas, 31/05/10

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