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terça-feira, 21 de abril de 2015

III CONGRESSO DA CIDADANIA LUSÓFONA – 2015

D. Bispo Ximenes Belo
Exmo. Senhor Doutor Renato Epifânio
Exmos Senhores membros do 3.º Congresso da Cidadania Lusofóna
Minhas Senhoras e Meus Senhores

Não podendo estar corporalmente presente no 3.º Congresso a decorrer na Sociedade de geografia de Lisboa, que envie esta breve mensagem como sinal da minha presença solidária.

Permiti-me que dirija, antes de tudo, as minhas sinceras, cordiais e respeitosas saudações a todos os congressistas.

Em boa hora o Movimento Internacional Lusófono realiza em Lisboa este congresso onde estarão presentes personalidades de vários quadrantes geográficos do mundo lusófono. É uma oportunidade de ouro para examinarmos o momento presente do Movimento e as perspectivas do seu desenvolvimento e expansão no futuro.

É uma realidade que o Movimento Internacional Lusófono constitui uma força aglutinadora de iniciativas tendentes a fazer perdurar valores culturais, históricos, religiosos e sociais que unem milhões de pessoas que, embora espalhadas pelas quatro partidas do mundo, têm “um só coração e uma só alma”, ou seja, um coração lusófono e uma alma lusófona. A lusofonia é a nossa casa comum! É o nosso modo de vida! E a nossa visão do mundo! Desde cedo o Movimento Internacional Lusófono sentiu que o destino do Homem e do Mundo seria a união entre credos e povos, porque da união dos homens nasce uma imensa luz de fraternidade, de sabedoria e de espiritualidade.

Timor-Leste não pode ficar à margem deste movimento cultural e social. Por isso, espero que o Movimento Internacional Lusófono intensifique a sua influência em Timor-Leste que corre o perigo de ser sufocado pelo mundo malaio e anglo-saxónico. Neste ano, Timor-Leste está a comemorar os quinhentos anos da chegada das caravelas às costas marítimas da “Ilha do Crocodilo”. Há quinhentos anos, no período alto dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa, embarcações lusas, envergando a cruz de Cristo, estabeleceram os primeiros contactos comerciais, religiosos e culturais com os povos malaios da Insulíndia. Ainda hoje, é patente, naquela zona do mundo, a herança espiritual portuguesa, sobretudo, na ilha de Timor, “onde o Sol, logo em nascendo, vê primeiro”.

Aos organizadores do 3.º Congresso auguro as maiores felicidades!

Porto, 14 de Abril de 2015

Dom Carlos Filipe Ximenes Belo
Prémio Nobel da Paz 1996

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