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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Timor-Leste Entre Desenvolvimento e Perigos

TIMOR-LESTE ENTRE DESENVOLVIMENTO E PERIGOS

(Por  Jose Cancio da Costa Gomes)

Depois de ter estado em Timor-Leste durante duas semanitas eu queria deixar as minhas impressões sobre o estado actual do nosso País. Comparando com Timor Leste a três anos que eu tinha visitado hoje tornei-me ver uma evolução enorme. Neste curto artigo eu tenciono descrever a minha apreciação do desenvolvimento em Timor-Leste e destacar também os perigos existentes. Realmente Timor Leste está muito evoluído dentro de três anos. O estado actual de Timor-Leste impressionou-me um bocado e evocou a minha curiosidade em muitas coisas. É uma sensação de orgulho ao ver uma nova face da cidade Dili na minha primeira impressão quando pisei o solo da nossa querida Pátria após três anos de ausência. Mesmo que assim há bastante buracos negros, tornando-se cada vez mais numa cratera financeira, onde o dinheiro do povo se fuga para fora do País.   

Faço um balanço positivo ao longo desses três anos porque realmente há grandes mudanças em Timor Leste começando de capital do País. O desenvolvimento físico está avançar muito. As infra-estruturas actuais impressionam-me enorme. As redes de energia eléctrica estendem-se em todo o território timorense iluminando os habitantes em montanhas e vales distantes nas noites escuras. Os buracos ao longo de estrada que liga Dili a Baucau já foram tapados mesmo que não sejam lisos. A cidade Dili está muito evoluída e crescendo. Tem surgido uma nova fase de desenvolvimento em cidade Dili. Os prédios ergueram-se, as estradas têm sido alargadas, pelo menos a avenida Nicolau Lobato com a majestosa estátua desse grande herói erguida recentemente no centro da rotunda que dá acesso ao Aeroporto e Taci-tolu. Uma das pontes gémeas de Comoro está em obra. Espero que ambas as pontes sejam frutos das obras de qualidade, não as julgo porque ainda é muito cedo e o tempo era muito breve para mim em Timor-Leste. É um País que está adornar-se no meio de desafios. Admito que é um grande esforço que o Governo tem feito.

Fiquei admirado com a figura do grande herói carismático da libertação nacional que se tornou Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão. Houve várias vezes que se encontrava nos dias e noites supervisionava os trabalhos na ponte de Comoro que estava em obra e na rotunda de aeroporto erguendo a majestosa estátua do falecido herói nacional Nicolau Lobato. Curiosamente eu procurava saber porque é que o senhor Primeiro-Ministro estava lá como se fosse um supervisor das obras. O seu gesto simples e humilde deu-me a mensagem da sua pessoa como um grande homem da nação apesar de ser uma pessoa que tenha a sua fraqueza como as outras. Sei que houve e há um grande investimento de fundos e esforços por parte do Governo e do Maun Boot Xanana Gusmão. Todos estão de parabéns.

Mesmo que assim o desenvolvimento também tem os seus perigos como noutros países. Timor-Leste está enfrentar um grande perigo de desequilíbrio social na sociedade timorense. É um grande perigo porque não há sinal de redução. Este desequilíbrio social está cada vez maior do que a três anos que eu tinha observado quando estivera de férias em Timor-Leste. A sociedade também inclina-se muito para o espírito de consumerismo e hedonismo. Surgiu outro perigo latente por falta de sinceridade e honestidade em termos políticos e sustentabilidade económico-financeira. A opção das pessoas inclina-se para o gosto de ter e possuir sem calcularem se as suas condições económico-financeiras fossem sustentáveis para o futuro. Na minha opinião Dili está inclinar-se muito a categoria das cidades mais caras no mundo, e a única cidade mais cara no sudeste asiático. Os habitantes de Dili vivem em dois mundos diferentes e desequilibrados. Por um lado, Dili ocidental tem um estilo de vida europeu com Timor Plazza e Leader supermercado como referências. Por outro lado, Dili Oriental tem um estilo de vida asiático com as lojas de “obralan” em Colmera como referências. Automaticamente o desequilíbrio social está desenvolver muito.

O outro perigo comum em todo o mundo é a corrupção. Basta olhando para os carros e estilo de vida extravagante já podemos ter indícios da sua existência. Não estou a julgar ninguém mas o estilo de vida evoca a minha curiosidade sobre a origem de tantas fortunas daqueles indivíduos. Precisamente este estilo de vida luxuoso e extravagante revela também nepotismo e conluio. Basta saber avaliar as suas fortunas adquiridas dentro do período de pouco tempo (1 ou 2 ou 5 anos) com os seus vencimentos mensais. O gesto simples e humilde do nosso Primeiro-Ministro Xanana Gusmão na supervisão direita das obras revela-nos algo embrulhado no Governo. Parece-me também o buraco financeiro está alargar-se descontroladamente.        

Eu reconheço que a economia do nosso país está crescer muito, graças ao fundo petrolífero, mas o desequilíbrio social permanece a maior preocupação de todos nós. Nós temos os nossos empresários nacionais, é um orgulho de todos, mas é preciso de se capacitarem para aumentar as suas qualidades. Eles devem apreender a serem grandes patriotistas e nacionalistas em investir mais no País do que no estrangeiro. O mercado livre é outro perigo porque tenciona levar dinheiro para fora e um dia vai deixar nada em Timor-Leste. Os empresários timorenses devem manifestar as suas qualidades de investimento e protagonismo no desenvolvimento nacional.

Outro assunto que eu queria destacar também é a segurança rodoviária. A cidade Dili está muito movimentada. Estranhei-me com os comportamentos dos motoristas nas vias públicas. Na minha condução em em Dili houve uma vez eu parei para chamar atenção a fulano que estava conduzir ultrapassando outros carros onde há linha contínua sobre a ponte de Comoro. Há muitos motoristas que violavam frequentemente as regras rodoviárias bem sinalizadas nas pistas, em placas, e nos semáforos. É preciso pôr em ordem os motoristas e passageiros a respeitarem os sinais de trânsito, os direitos de peões em “Zebra Crossing”. Temos que manifestar uma cultura de alta qualidade em usos de vias públicas. Reconheço que esse fenómeno precisa tempo para mudar mas devemos começar já agora porque faz parte do processo de desenvolvimento. É verdade que os indonésios deixaram uma herança dessa em Timor-Leste. Mas nós temos que libertarmo-nos dos hábitos de desrespeitar as regras sinalizadas. Portanto, esse esforço é outra luta pela nossa libertação.

Faço este balanço com recomendação a todos para que estejam atentos aos perigos que estão enraizar-se no nosso País. Outras queixas da sociedade civil sobre as leis de imprensa e de pensão vitalícia deveriam ser consideradas adequadamente. Porque se a lei da imprensa prejudicar a liberdade de expressão dos cidadãos seria um maior obstáculo a transparência no desenvolvimento nacional e dificilmente combatermos corrupção, nepotismo e conluio. A lei sobre pensão vitalícia é outro obstáculo ao desenvolvimento por falta de sentido de solidariedade porque ainda há muitos desempregados. Isso não quer dizer nós ignoramos os nossos eis-titulares mas pelo menos reduzir os seus salários a metade. Não estou a julgar ninguém, nem os ministros nem os directores das instituições públicas. É simplesmente uma opinião pessoal com base da minha experiencia de duas semanas de férias em nossa pátria amada Timor Leste.

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