VISAO MISAO OBJECTIVO SPORTIMOR FH KKN HOME FH LPV ARTIGOS FH MUZIKA LIA MENON FH RESPONDE
Congresso  Nacional de Recontrucão de Timor-Leste Frente Revolucionaria de Timor-Leste Independente Partido Democratico Frenti-Mudança FM Partido Socialista Timor Partido do Desenvolvimento Nacional Associação Social-Democrata Timorense União Nacional Democrática de Resistência Timorense União Democrática Timorense Partidu Republikanu Partido Libertasaun Povu 

Aileba Partido Democrática Republica de 

Timor Associação Popular Monarquia Timorense Partido Unidade Nacional Partido Milénio Democrático Klibur Oan Timor Asuwain Aliança Democrática Partido Timorense Democrático Partidu Democrática Liberal Partido do 

Desenvolvimento Popular Partido Democrata Cristão

Timor-Leste FORA DE JOGO husi Taxa Aziatika AFC Seleção timorense suspensa de todas as provas internacionais Timor-Leste banned from 2023 Asian Cup for falsifying player documents Timor Leste Dihukum karena Palsukan Dokumen Pemain Brasil
TIMOR-LESTE
Ami nia mehi ma'ak Liberta ita nia Rain no Liberta ita nia Povo, Ita hotu nia Mehi ma'ak Ukun Rasik An!".

Timor-Leste household survey finds majority in Dili fear eviction

East Timor kicked out of 2023 Asian Cup for fake documents

Crianças roubadas a Timor-Leste durante ocupação indonésia

domingo, 22 de janeiro de 2012

A REVOLTA DE QUELICAI (continuação)

A revolta de Quelicai terminou n dia 26 de Julho de 1912. Os “rebeldes” que estavam entrincheirados nas cavernas eram apertados pela sede, pela fome. Estando cercados pelas forças governamentais, foram obrigados a sair dos seus esconderijos e a apresentarem-se às forças do governo.

Uma das situações mais difíceis por que passaram os “revoltosos” era a falta de água. Das suas cavernas tinham de ir à fonte buscar água. Aconteceu que as nascentes estavam nas zonas dos atacantes, alguns mataram os búfalos para lhes beberem o sangue matando assim a sede. Com a ocupação de Ira-Osso, os rebeldes repeliam os atacantes defendendo-se nas rochas com tiros, pedradas e “azagaiadas”. Depois metiam-se nas cavernas através de escadas de bambus. Em Ira-Osso, os soldados portugueses muitos animais abatidos pelos rebeldes. Os rapazes que saíam dos buracos para irem buscar água eram presos. Todos eles estavam magros e com aparência de privações. Não resistindo mais aos cercos, os rebeldes tiveram de apresentar a rendição e apresentar-se. Finalmente com a escalada e o consequente cerco da montanha de Ossuqueli, nos dias 18 e 23 de Julho, renderam-se 182 homens, mulheres e crianças. Entre os que saíram das cavernas contava-se o chefe João de Bou-Osso.

Quando os presos foram interrogados eles declaram que os cabecilhas da revolta eram os chefes de Bolehá, Lawateri, Larigua e Quelicai. Mas o principal instigador da revolta era Loi-Lari, o major da segunda linha e dois datos de Bolehá. Seguiram-se na ordem de responsabilidade, Reci-Ma, tenente-coronel da 2ª linha e chefe de Bolehá, dois chefes de Lawateri e dois chefes de Larigua.

Declararam também que o motivo da revolta era o aumento do imposto que os habitantes não podiam pagar. Por isso, eles queriam marchar sobre Baucau para saquearem e destruírem a sede do comando e as lojas dos chineses a fim de arranjarem o dinheiro para o imposto.

Na operação de Quelicai as forças do governo tiveram um morto e 15 feridos, e entre os rebeldes contaram-se 21 mortos e 15 prisioneiros. Nessa campanha o governo mobilizou 342 timorenses e 12 marinheiros.
A revolta de Quelicai deixou muitas aldeias incendiadas e a perda do gado e das culturas.

Porto, 18 de Janeiro de 2012.
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.