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Interview with Fernando Lasama de Araujo: On the road to democracy, where the streets have no name


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A GUERRA DE MANUFAHI – CONSEQUENCIAS DRAMÁTICAS

Terminada a guerra de Manufahi, o governador Filomeno da Câmara tomou medidas drásticas em relação ao povo de Manufahi.

Dom Boaventura da Costa Souto Maior, régulo de Manufahi foi preso e levado para destino desconhecido. A 18 de Julho 1913, seria destituído de todas as honras: cessa as funções de régulo e perde a patente de coronel. Eram igualmente destituídos alguns régulos seus aliados: Dom Afonso Soares Pereira, rei-coronel de Bubiçuço; Dom Clementino Barreto Pereira, de Ulmera; Dom Miguel de Ermera.

Em Dili, foram presos alguns timorenses implicados na revolta: António de Ataíde, Luís de Ataíde, Manuel Bianco, Marçal Sequeira, Carlos da Costa Ximenes, Domingos de Sena Barreto, José Rafael de Araújo, Hipólito Mariano do Rego, Pio de Ataíde e Francisco do Rego.

As companhias de moradores de Díli, Sica (Colmera), Bidau, Aipelo e Batugadé foram dissolvidas. As companhias de moradores de Manatuto e Baucau foram transformadas em cipaios.

Em Same, as populações eram objecto de vigilância militar; o povo perdeu a posse das suas propriedades. As regiões de Raimera, Rica e Leo-Laco baptizadas com o nome de “República”foram destinadas a serem propriedade do Estado. Reinavam a fome, as doenças. Já não possuíam búfalos nem cavalos. As hortas e os campos de arroz abandonados. As povoações eram obrigadas a plantar 50 coqueiros ou 100 pés de cacau ou 200 de café por contribuinte. Os homens prestarão serviço gratuito como auxiliares (assulear). Muitas famílias ficaram, destroçadas, pois uns morriam na guerra outros eram levados como escravos para outras regiões de Timor.

A guerra de Manufahi teria provocado a morte de 15.000 a 25.000 timorenses. Além disso grassava a epidemia de disenteria que ceifou muitas vidas, não só em Manufahai, mas também noutras partes de Timor. A 31 de Dezembro de 1912, o comandante militar de Baucau assinalava mais de 2.000 mortos; em Lautém, o comandante tinha assinalado 300 mortos.

Em consequência da revolta de Manufahi o governo tomou novas medidas de defesa e de segurança a nível militar; a nível administrativo nomeou comandantes militares europeus que passaram a controlar os novos régulos e datos. A nível social, criou medidas a obrigarem os timorenses a trabalharem e, sobretudo a plantarem café, cacau, coqueiro, ai-borracha, sisal.

A partir de 1913, os régulos de timorenses nunca mais gozaram regalias que vinham desfrutando desde tempos imemoriais, sito é, serem senhores absolutos nos seus domínios.

Porto, 25 de Janeiro de 2012.
Dom Carlos Filipe Ximenes Belo

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